domingo, 29 de março de 2026

Associação Novo Olhar convoca Reunião Extraordinária da Assembleia Geral

“Nos termos do n.º 1 do artigo 25.º dos Estatutos, e dos artigos 17.º e 18.º do Regulamento Interno da Associação Novo Olhar, convoco a reunião de Assembleia Geral para o dia 31 de março de 2026 pelas 18h30, a efetuar na sede sita na Rua Comandante João Mano n.º 2 — 3090-877, freguesia de S. Pedro da Figueira da Foz. 

Ordem de Trabalhos:

Aprovação do Relatório de Contas e Relatório de Atividades de 2025

Outros assuntos de interesse da instituição.

De acordo com o n.º 1 do artigo 21.º do Regulamento Interno da Associação Novo Olhar, a Assembleia Geral reunirá à hora marcada na convocatória, se estiverem presentes mais de metade dos associados com direito a voto, ou trinta minutos depois com qualquer número de presentes.

Quem desejar expressar o seu voto por via escrita pode, como usualmente, fazê-lo, sendo que poderão recorrer a votação via email.

O Presidente da Mesa da Assembleia, Pedro Rodrigues”.

quinta-feira, 19 de março de 2026

Circular com pneus com pressão baixa aumenta consumo do carro até 7% = alerta a Euromaster!

Circular com pneus abaixo da pressão recomendada pode aumentar o consumo de combustível até 7%, alerta a Euromaster, especialista em manutenção integral do veículo, com base em dados da Michelin.
Um gesto simples como verificar a pressão dos pneus torna-se assim uma forma de poupança face ao aumento do preço do gasóleo, que aumentou quase 20% em duas semanas, já com o apoio do Estado, e da gasolina, que teve uma subida cerca de 10%.

Este aumento do consumo acontece porque um pneu com pressão inferior à adequada gera uma maior resistência ao rolamento. Nestas situações, o motor necessita de mais energia para mover o veículo, o que se traduz num maior gasto de combustível. Em termos práticos, manter os pneus com pressão abaixo do recomendado pode representar, ao longo de um ano, um custo adicional equivalente a um depósito completo de combustível num automóvel de gama média, com capacidade aproximada de 45 litros.

Além disso, circular de forma habitual com pressão baixa reduz a vida útil do pneu, uma vez que provoca um desgaste prematuro nas suas extremidades. Por outro lado, um pneu com pressão excessiva diminui a superfície de contacto com o piso, o que também pode originar desgaste prematuro e irregular, neste caso na zona central do pneu.

Além da poupança, está em causa a segurança

Para além do impacto económico, a pressão incorreta dos pneus tem também consequências diretas na segurança rodoviária. Em concreto, circular com cerca de 10% a menos de pressão pode aumentar a distância de travagem entre dois e três metros em piso seco. Esta diferença torna-se ainda mais significativa em piso molhado.

Nessas situações, uma pressão até um bar abaixo do recomendado pelo fabricante do veículo pode aumentar a distância necessária para imobilizar o automóvel até 11 metros.

A Euromaster recorda ainda que os pneus perdem pressão naturalmente com o passar do tempo - cerca de 0,07 bares por mês -, pelo que é essencial realizar verificações periódicas.

Para além da pressão, os especialistas aconselham também a verificação da profundidade do piso do pneu. Embora a legislação permita circular com uma profundidade mínima de 1,6 milímetros, a Euromaster recomenda que esta seja de, pelo menos, 2,5 milímetros, de forma a garantir uma correta evacuação da água e melhorar a aderência quando se circula em piso molhado.

Por todas estas razões, a Euromaster recomenda a verificação regular da pressão dos pneus, tanto por motivos económicos como de segurança. A recomendação passa por realizar esta verificação pelo menos uma vez por mês, preferencialmente num centro técnico ou numa oficina especializada, onde o serviço é gratuito e os manómetros utilizados são regularmente verificados e certificados, garantindo medições precisas.

domingo, 15 de março de 2026

Teatro do Bigode exibe-se em Silves com o espetáculo “Piolhos & Actores” no assinalar do Dia Mundial do Teatro!

O Município de Silves vai assinalar o Dia Mundial do Teatro a 29 de março e o Ciclo de Teatro do Concelho, com o espetáculo “Piolhos & Actores” no Teatro Mascarenhas Gregório, pelas 17h30.

A Companhia Teatro do Bigode, sedeada na Figueira da Foz, apresenta uma mistura de comédia e música com uma energia contagiante. O espetáculo celebra o teatro com apenas dois atores em palco que se desdobram em várias personagens, num ritmo viciante e hilariante.

Nesta peça somos apenas dois actores, eu e o Vítor Emanuel, mas cada um de nós divide-se em vários e o ritmo é frenético.. O desafio está nesta dupla que faz tudo, enquanto o texto segue” destaca Guilherme de Bastos Lima, ator e encenador.

Depois da estreia no CAE da Figueira da Foz e passagem por Oliveira de Frades, chegou a vez de Silves receber os Piolhos & Actores. Em breve, serão confirmadas mais duas datas na zona centro do país.

Os bilhetes para a hilariante peça de teatro "Piolhos & Actores" estão à venda na plataforma (https://www.bol.pt) e nos locais habituais. Para mais informações os interessados podem contactar o Setor de Cultura pelo telefone 282 440 847 ou pelo email /cultura@cm-silves.pt).

Link Município: (https://www.cm-silves.pt/pt/noticias/32848/ciclo-de-teatro-do-concelho-de-silves-comeca-no-dia-29-de-marco-pelas-17h30-com-a-peca-piolhos—actores.aspx).

A Companhia está a preparar a estreia de uma peça para toda família, baseada num conto tradicional português, que estreará muito em breve e promete trazer muita alegria, música e arte.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Escola Nacional de Bombeiros sensibiliza para o Kit de Emergência e para o Plano Familiar de Emergência

A Escola Nacional de Bombeiros (ENB) está a promover, durante o mês de março, uma campanha nacional de sensibilização dos cidadãos para o Kit de Emergência e para o Plano Familiar de Emergência, dando assim seguimento à sua estratégia de proximidade aos cidadãos.

Esta campanha, iniciada no Dia Internacional da Proteção Civil, a 1 de março, inclui a distribuição digital, junto da população em geral, dos dois cartazes: “Já tem… 1 Kit de Emergência para Situações de Catástrofe?” e “Já tem… 1 Plano Familiar de Emergência para Situações de Catástrofe?”

Para minimizar o impacto de desastres e catástrofes naturais ou humanas é fundamental estar preparado. A ENB explica, passo por passo, através destes dois cartazes, como criar um Kit de Emergência e como elaborar um Plano Familiar de Emergência.

Ambos são disponibilizados com informação complementar e detalhada, na seguinte ligação: (https://www.enb.pt/multimedia.html).

Nas suas redes sociais, a ENB está a divulgar pequenos vídeos intitulados “Cidadão Resiliente”, que dão voz a celebridades, figuras conhecidas da sociedade portuguesa, mas também ao cidadão comum. Pode colaborar na campanha, partilhando os vídeos e ajudando a fazer chegar esta mensagem o mais longe possível.

Em simultâneo, a ENB está a preparar dois MOOC (Curso Online Aberto e Massivo) para formação à distância dirigido à população em geral. O primeiro, denomina-se “Kit de emergência e Plano familiar de emergência”, com arranque público a 16 de abril de 2026, na sequência da campanha nacional de sensibilização.

O segundo, denomina-se “Incêndios Rurais, o que fazer, antes, durante e depois do incêndio”, com arranque público a 30 de abril de 2026.

Colabore, partilhe com todos os seus contactos e imprima, afixando nas suas instalações estes cartazes que ajudam a salvar vidas!Cartaz “Já tem… 1 Kit de Emergência para Situações de Catástrofe?”: (https://enb.pt/admin/docs/repositorio/Cartaz_ENB_KIT.pdf);

Cartaz “Já tem… 1 Plano Familiar de Emergência para Situações de Catástrofe?”: (https://enb.pt/admin/docs/repositorio/Cartaz_ENB_PLANO.pdf).

quinta-feira, 12 de março de 2026

Deco chumba 'Apoio ao Cliente' das empresas:Não fique a olhar pró boneco

A DECO avaliou os sistemas digitais de apoio ao cliente de 24 empresas de 8 setores essenciais da economia, desde as comunicações eletrónicas à energia, passando pela banca, mobilidade, saúde, comércio eletrónico, serviços digitais e turismo. Os resultados não são, porém, animadores: numa escala entre o Muito Mau e o Muito Bom, a maioria das empresas situa-se entre o Mau e o Razoável.

A avaliação da DECO incidiu sobretudo sobre os chatbots e formulários online, os dois mecanismos que hoje dominam os sistemas de contacto das empresas, estando presentes em mais de metade das empresas analisadas. Contudo, a existência destes canais não significa que o consumidor tenha um melhor apoio das empresas. Pelo contrário, a experiência de contacto revelou percursos complexos, menus sucessivos e sistemas que limitam a exposição livre do problema. Em vários casos, os chatbots funcionam essencialmente como instrumentos de triagem, encaminhando o consumidor para perguntas frequentes ou para novos formulários, sem permitir que a reclamação seja formalmente registada no próprio fluxo da conversa.

A investigação da DECO revelou também uma tendência preocupante: o próprio conceito de “apoio ao cliente” está a desaparecer dos websites das empresas. Em muitos casos, é substituído por expressões mais neutras como “ajuda”, “opiniões” ou “dúvidas”, diluindo a identificação clara do canal de apoio e tornando menos evidente o exercício dos direitos do consumidor. À autoajuda das perguntas frequentes juntou-se, agora, o “autoatendimento”!

A DECO identificou ainda situações em que os clientes registados ou com estatuto premium obtêm uma resolução mais rápida ou facilitada dos seus problemas, criando um tratamento diferenciado entre os consumidores.

Perante estes resultados, a Associação alerta para um risco crescente: a digitalização do atendimento ao cliente está a transformar-se num sistema cada vez mais difícil de utilizar. A DECO defende, por isso, que o acesso a um interlocutor humano - nesta fase em que a IA revela ainda uma capacidade limitada - deve continuar a ser a base do apoio ao cliente, e não uma possibilidade residual.

A DECO apresentou um conjunto de Recomendações dirigidas ao Governo e às empresas. Entre as principais propostas estão:

A consagração legal do direito do consumidor a contactar um interlocutor humano quando o solicite;

A proibição de práticas que criem entraves ou discriminação no acesso à reclamação, incluindo situações em que consumidores premium obtêm tratamento preferencial;

A obrigatoriedade de disponibilizar um contacto por email e telefone claramente identificável;

A garantia de que os chatbots permitem sempre o acesso imediato a um operador humano;

A obrigação de informar previamente o consumidor quando está a interagir com um assistente virtual;

A definição de prazos máximos de resposta e limites de espera nos chats e linhas telefónicas.

Para assinalar o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, a mensagem da DECO é clara: o apoio ao cliente das empresas deve servir para resolver os problemas dos consumidores e não para os deixar a “falar pró boneco”.

A Procissões do Senhor dos Passos e as suas marchas

A Procissão dos Passos é uma das manifestações mais marcantes da Quaresma em muitas localidades de Portugal e não só. Ela, recria simbolicamente o percurso de Jesus Cristo desde o Pretório até ao Calvário, representando episódios da Paixão de Cristo.Assim, a música desempenha um papel central na atmosfera da procissão. Normalmente é executada por Bandas de Música Civis locais ou contratadas para o efeito, caracterizando-se por: marchas fúnebres lentas, cujo ambiente sonoro típico, ajuda os participantes e espetadores a entrar num espírito de reflexão sobre o sofrimento de Cristo.

Durante a procissão, a música alterna com outros elementos sonoros característicos: Silêncio profundo entre os “passos”, Cânticos litúrgicos ou motetes executados por coros, Toques de tambor surdo marcando o compasso, muitas vezes ajudando à cadência de quem transposta os andores.

Em alguns locais, cânticos tradicionais populares ligados à Paixão e ainda atendendo à tradição local, em muitas aldeias, vilas e cidades portuguesas, especialmente no norte e centro, cada “Passo” (pequeno oratório que marca uma estação do percurso) é acompanhado por uma pausa da procissão, leitura bíblica e música apropriada.

Entre outras, deixo alguns exemplos das peças mais tocadas pelas bandas: “Concha” e “Mater Mea”, muito populares em procissões ibéricas, sendo lentas e expressivas, muito usada em momentos solenes da Quaresma. Também os compositores europeus clássicos nos deixaram as “marchas Fúnebre de Chopin, de Verdi de Beethoven e outros.
Também em Portugal existe um variado número de marchas fúnebres escritas por compositores nacionais, cujas bandas de música portuguesas partilham esses repertórios há décadas. Partituras circulavam entre coletividades e gerações de músicos, criando um “cânone” informal de marchas adequadas à “Procissão dos Passos”.

Essas mesmas, na sua linguagem emocional usam: tonalidades menores, melodias longas e cantáveis, harmonias densas em metais, criando uma atmosfera de luto e contemplação, perfeitamente alinhada com a memória da Paixão de Cristo.

Concluindo, os músicos tocam o que o maestro indica; contudo, é de bom tom que este perceba e compreenda a narrativa que descrevo, tirando as devidas notas e conclusões, em respeito pela tradição musical, mormente pela cerimónia em que se insere.

(Texto enviado pelo maetro e compositor Francisco M. Relva Pereira)