sexta-feira, 13 de março de 2026

Escola Nacional de Bombeiros sensibiliza para o Kit de Emergência e para o Plano Familiar de Emergência

A Escola Nacional de Bombeiros (ENB) está a promover, durante o mês de março, uma campanha nacional de sensibilização dos cidadãos para o Kit de Emergência e para o Plano Familiar de Emergência, dando assim seguimento à sua estratégia de proximidade aos cidadãos.

Esta campanha, iniciada no Dia Internacional da Proteção Civil, a 1 de março, inclui a distribuição digital, junto da população em geral, dos dois cartazes: “Já tem… 1 Kit de Emergência para Situações de Catástrofe?” e “Já tem… 1 Plano Familiar de Emergência para Situações de Catástrofe?”

Para minimizar o impacto de desastres e catástrofes naturais ou humanas é fundamental estar preparado. A ENB explica, passo por passo, através destes dois cartazes, como criar um Kit de Emergência e como elaborar um Plano Familiar de Emergência.

Ambos são disponibilizados com informação complementar e detalhada, na seguinte ligação: (https://www.enb.pt/multimedia.html).

Nas suas redes sociais, a ENB está a divulgar pequenos vídeos intitulados “Cidadão Resiliente”, que dão voz a celebridades, figuras conhecidas da sociedade portuguesa, mas também ao cidadão comum. Pode colaborar na campanha, partilhando os vídeos e ajudando a fazer chegar esta mensagem o mais longe possível.

Em simultâneo, a ENB está a preparar dois MOOC (Curso Online Aberto e Massivo) para formação à distância dirigido à população em geral. O primeiro, denomina-se “Kit de emergência e Plano familiar de emergência”, com arranque público a 16 de abril de 2026, na sequência da campanha nacional de sensibilização.

O segundo, denomina-se “Incêndios Rurais, o que fazer, antes, durante e depois do incêndio”, com arranque público a 30 de abril de 2026.

Colabore, partilhe com todos os seus contactos e imprima, afixando nas suas instalações estes cartazes que ajudam a salvar vidas!Cartaz “Já tem… 1 Kit de Emergência para Situações de Catástrofe?”: (https://enb.pt/admin/docs/repositorio/Cartaz_ENB_KIT.pdf);

Cartaz “Já tem… 1 Plano Familiar de Emergência para Situações de Catástrofe?”: (https://enb.pt/admin/docs/repositorio/Cartaz_ENB_PLANO.pdf).

quinta-feira, 12 de março de 2026

Deco chumba 'Apoio ao Cliente' das empresas:Não fique a olhar pró boneco

A DECO avaliou os sistemas digitais de apoio ao cliente de 24 empresas de 8 setores essenciais da economia, desde as comunicações eletrónicas à energia, passando pela banca, mobilidade, saúde, comércio eletrónico, serviços digitais e turismo. Os resultados não são, porém, animadores: numa escala entre o Muito Mau e o Muito Bom, a maioria das empresas situa-se entre o Mau e o Razoável.

A avaliação da DECO incidiu sobretudo sobre os chatbots e formulários online, os dois mecanismos que hoje dominam os sistemas de contacto das empresas, estando presentes em mais de metade das empresas analisadas. Contudo, a existência destes canais não significa que o consumidor tenha um melhor apoio das empresas. Pelo contrário, a experiência de contacto revelou percursos complexos, menus sucessivos e sistemas que limitam a exposição livre do problema. Em vários casos, os chatbots funcionam essencialmente como instrumentos de triagem, encaminhando o consumidor para perguntas frequentes ou para novos formulários, sem permitir que a reclamação seja formalmente registada no próprio fluxo da conversa.

A investigação da DECO revelou também uma tendência preocupante: o próprio conceito de “apoio ao cliente” está a desaparecer dos websites das empresas. Em muitos casos, é substituído por expressões mais neutras como “ajuda”, “opiniões” ou “dúvidas”, diluindo a identificação clara do canal de apoio e tornando menos evidente o exercício dos direitos do consumidor. À autoajuda das perguntas frequentes juntou-se, agora, o “autoatendimento”!

A DECO identificou ainda situações em que os clientes registados ou com estatuto premium obtêm uma resolução mais rápida ou facilitada dos seus problemas, criando um tratamento diferenciado entre os consumidores.

Perante estes resultados, a Associação alerta para um risco crescente: a digitalização do atendimento ao cliente está a transformar-se num sistema cada vez mais difícil de utilizar. A DECO defende, por isso, que o acesso a um interlocutor humano - nesta fase em que a IA revela ainda uma capacidade limitada - deve continuar a ser a base do apoio ao cliente, e não uma possibilidade residual.

A DECO apresentou um conjunto de Recomendações dirigidas ao Governo e às empresas. Entre as principais propostas estão:

A consagração legal do direito do consumidor a contactar um interlocutor humano quando o solicite;

A proibição de práticas que criem entraves ou discriminação no acesso à reclamação, incluindo situações em que consumidores premium obtêm tratamento preferencial;

A obrigatoriedade de disponibilizar um contacto por email e telefone claramente identificável;

A garantia de que os chatbots permitem sempre o acesso imediato a um operador humano;

A obrigação de informar previamente o consumidor quando está a interagir com um assistente virtual;

A definição de prazos máximos de resposta e limites de espera nos chats e linhas telefónicas.

Para assinalar o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, a mensagem da DECO é clara: o apoio ao cliente das empresas deve servir para resolver os problemas dos consumidores e não para os deixar a “falar pró boneco”.

A Procissões do Senhor dos Passos e as suas marchas

A Procissão dos Passos é uma das manifestações mais marcantes da Quaresma em muitas localidades de Portugal e não só. Ela, recria simbolicamente o percurso de Jesus Cristo desde o Pretório até ao Calvário, representando episódios da Paixão de Cristo.Assim, a música desempenha um papel central na atmosfera da procissão. Normalmente é executada por Bandas de Música Civis locais ou contratadas para o efeito, caracterizando-se por: marchas fúnebres lentas, cujo ambiente sonoro típico, ajuda os participantes e espetadores a entrar num espírito de reflexão sobre o sofrimento de Cristo.

Durante a procissão, a música alterna com outros elementos sonoros característicos: Silêncio profundo entre os “passos”, Cânticos litúrgicos ou motetes executados por coros, Toques de tambor surdo marcando o compasso, muitas vezes ajudando à cadência de quem transposta os andores.

Em alguns locais, cânticos tradicionais populares ligados à Paixão e ainda atendendo à tradição local, em muitas aldeias, vilas e cidades portuguesas, especialmente no norte e centro, cada “Passo” (pequeno oratório que marca uma estação do percurso) é acompanhado por uma pausa da procissão, leitura bíblica e música apropriada.

Entre outras, deixo alguns exemplos das peças mais tocadas pelas bandas: “Concha” e “Mater Mea”, muito populares em procissões ibéricas, sendo lentas e expressivas, muito usada em momentos solenes da Quaresma. Também os compositores europeus clássicos nos deixaram as “marchas Fúnebre de Chopin, de Verdi de Beethoven e outros.
Também em Portugal existe um variado número de marchas fúnebres escritas por compositores nacionais, cujas bandas de música portuguesas partilham esses repertórios há décadas. Partituras circulavam entre coletividades e gerações de músicos, criando um “cânone” informal de marchas adequadas à “Procissão dos Passos”.

Essas mesmas, na sua linguagem emocional usam: tonalidades menores, melodias longas e cantáveis, harmonias densas em metais, criando uma atmosfera de luto e contemplação, perfeitamente alinhada com a memória da Paixão de Cristo.

Concluindo, os músicos tocam o que o maestro indica; contudo, é de bom tom que este perceba e compreenda a narrativa que descrevo, tirando as devidas notas e conclusões, em respeito pela tradição musical, mormente pela cerimónia em que se insere.

(Texto enviado pelo maetro e compositor Francisco M. Relva Pereira)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Maestro e compositor Relva Pereira lança livro sobre a Rainha Santa em Ançã a sua terra natal

Francisco Manuel Relva Pereira, conhecido pelo seu percurso enquanto maestro e compositor, revela igualmente uma sólida inclinação para a investigação histórica. Natural de Ançã, o autor prepara-se para apresentar uma nova obra, dedicada à Padroeira de Coimbra, na qual aborda de forma contextualizada os aspetos históricos e culturais associados à sua devoção.

Com o presente Compêndio Histórico intitulado Coimbra Isabelina – Memórias da Rainha Santa Isabel, é proporcionada uma compreensão profunda e documentada das datas mais relevantes associadas à vida, culto e memória da Rainha Santa Isabel (RSI). A obra expõe, com rigor e pormenor, todas as informações de que existe registo confiável até ao presente, incluindo os diversos episódios de abertura do seu túmulo e ataúde ocorridos entre os séculos XVII e XX.

O estudo oferece uma ampla e criteriosa compilação de dados históricos, iniciando-se nas motivações subjacentes à edificação do atual Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, cuja primeira pedra foi lançada a 3 de julho de 1649 por ordem de D. João IV com a finalidade de substituir o antigo Mosteiro afetado por sucessivas inundações do rio Mondego.
Continua com a narrativa detalhada dos episódios relacionados com o túmulo jacente da Rainha Santa Isabel, esculpido em Pedra de Ançã e objeto de múltiplas aberturas documentadas ao longo dos séculos, bem como outros elementos de culto e memória, como relicários e práticas devocionais associadas à sua figura.

Ao folhear esta obra, o leitor terá a oportunidade de aprofundar o seu conhecimento sobre estes acontecimentos e sobre a construção historiográfica em torno de uma das figuras mais emblemáticas da espiritualidade e história de Portugal, beneficiando de uma explanação que combina rigor documental com atenção e apreciação das fontes.

A apresentação do livro, com prefacio da professora doutora Carlota Miranda Urbano, irá decorrer este domingo dia 11 de janeiro, pelas 18 horas, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Ançã António Parreiral.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Seniores portugueses viajaram até à Grécia para representar Portugal no projeto europeu SEAniors’ Alliance

Entre os dias 14 e 18 de outubro de 2025, dois seniores portugueses representaram Portugal na formação internacional do projeto europeu SEAniors’ Alliance: Gerações unidas pela mudança ecológica e digital, que se realizou em Kyparissia, na Grécia. Esta mobilidade, organizada no âmbito do programa Erasmus+, fez parte de um conjunto de ações dedicadas a promover o envelhecimento ativo, a sustentabilidade e a inclusão digital entre gerações.Durante cinco dias, os participantes tiveram acesso a um programa diversificado de aprendizagem e experiências práticas. O primeiro dia incluiu uma visita aos principais locais de nidificação de tartarugas marinhas, onde foram apresentadas medidas de conservação e os efeitos das alterações climáticas sobre as espécies.

Nos dias seguintes, o grupo participou em atividades de educação ambiental e cultural, como a visita ao lugar histórico de Olímpia — berço dos Jogos Olímpicos —, uma caminhada na floresta de carvalhos de Foloi para estudar os impactos das mudanças climáticas nos ecossistemas florestais, e ainda visitas a lagares de azeite e quintas locais, onde foram debatidas práticas agrícolas sustentáveis.

O programa incluiu também uma observação de biodiversidade na Lagoa de Gialova e na praia de Voidokilia, uma das mais icónicas da região e encerrou com um encontro de partilha e planeamento de futuras ações dos participantes enquanto “Embaixadores SEAniors” — seniores formados para promover hábitos sustentáveis e inspirar as suas comunidades locais.

O SEAniors’ Alliance é desenvolvido pela Future Balloons (Portugal), em parceria com a MEDASSET e a Startagers (Grécia) e a EduVita (Itália). O projeto tem como objetivo reforçar as competências digitais e ambientais de cidadãos com mais de 65 anos, incentivando a aprendizagem ao longo da vida, o diálogo intergeracional e a inovação social em toda a Europa.

A Future Balloons orgulha-se de contribuir para esta iniciativa europeia que une gerações, países e saberes, reafirmando o compromisso da empresa com a inovação social, a educação e a sustentabilidade ambiental.

domingo, 27 de julho de 2025

DECO informa e aconselha: Consolidar ou renegociar créditos?

Os consumidores confrontados com um elevado endividamento e/ou com dificuldades em cumprir com o pagamento das suas prestações mensais consideram a consolidação de créditos como uma solução viável, no intuito de reequilibrar os seus orçamentos familiares.No entanto, coloca-se a dúvida: a consolidação de créditos contribuirá para a reorganização das finanças dos consumidores ou agravará a sua situação financeira?

A consolidação de créditos, em termos financeiros, resulta da junção de vários empréstimos contratados pelo consumidor junto de uma ou de várias instituições de crédito.
Consequentemente, as informações relativas aos cartões de crédito, créditos pessoais (e outros) são eliminadas do mapa da Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) do Banco de Portugal, criando-se um registo referente ao novo crédito contratado: crédito consolidado.

Assim, em muitas situações, poderá assumir-se como uma operação favorável para redução da taxa de esforço do agregado familiar, principalmente perante créditos sujeitos a elevadas taxas de juro e, consequentemente, de maior custo a longo prazo (como cartões de crédito, conta-corrente, descobertos bancários, etc).

Em que consiste a renegociação de crédito?

Quando confrontado com dificuldades financeiras, o consumidor deve começar por contactar as entidades com quem celebrou os créditos e expor a situação, de forma presentadas soluções para ultrapassar as dificuldades.

Atente-se que a instituição de crédito não está obrigada a renegociar o crédito. Todavia, conforme a avaliação da situação por parte da instituição de crédito, e se o consumidor dispuser de capacidade financeira, deverá ser apresentada uma ou mais propostas adequadas ao orçamento, objetivos e as suas necessidades.

Para mais informações, a DECO aconselha a falar com os seus especialistas do Gabinete de Proteção Financeira.

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DECO CENTRO

Conte com o apoio da DECO CENTRO através do número de telefone 239 841 004, ou do endereço eletrónico (deco.centro@deco.pt). E nas redes sociais do Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin, Youtube e site DECO.

sexta-feira, 13 de junho de 2025

“A Flor e o Gnomo” – Um Musical Infantil que Desperta os Sentidos volta a passar no Pavilhão Centro de Portugal em Coimbra

No próximo dia 15 de junho, às 15h30, o Pavilhão Centro de Portugal, em Coimbra, volta a receber “A Flor e o Gnomo”, um encantador musical infantil que promete fazer sonhar miúdos e graúdos. Este espetáculo reúne música ao vivo, dança e teatro, numa experiência sensorial especialmente criada para o público infantil.

Com uma narrativa ternurenta e educativa, o espetáculo, que no passado dia 6 de Abril levou ao Pavilhão Centro de Portugal ofertas de espetadores, leva-nos ao jardim de Bubá, um gnomo guardião que, ao lado de uma flor muito especial, explora o valor da amizade e da ligação com a natureza. Ao som de canções e numa atmosfera mágica, crianças e famílias são convidadas a cantar, dançar e imaginar com os personagens.

Com ideia original de Guilherme de Bastos Lima “A Flor e o Gnomo” é interpretada por Alexandra Curado (Lagarta), Gabriel de Castilho (Gnomo) e Alexandra Neto (Flor).

O pack 1 acompanhante + 1 criança é no valor de 12€ e o bilhete extra custa 8€. Uma produção Teatro do Bigode, com apoio da Orquestra Clássica do Centro e do Município de Coimbra.

=Link Bilheteira Online=

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O Teatro do Bigode é uma nova companhia teatral profissional que surgiu na Figueira da Foz, oficialmente lançada a 10 de maio de 2025. É a primeira companhia profissional de teatro do concelho com o objetivo de reforçar a oferta cultural regional e fixar talento jovem.

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

DECO: O sitestar.pt está de volta com a 12ª edição!

O SITESTAR.pt, uma iniciativa da DECO e do.PT, destina-se a escolas que promovem o talento, a visão e a voz dos jovens consumidores.Na 12ª edição, a DECO convida a comunidade educativa a apostar nos temas de inovação digital e expressão criativa, incentivando professores e alunos a criarem websites em.pt com conteúdos digitais em português. O SITESTAR.pt é uma excelente oportunidade para, junto das escolas, reforçar a literacia digital, promover a criatividade e o empreendedorismo e fortalecer o espírito de equipa. Este projeto, lançado já em 2013, envolveu mais de 8 200 alunos e permitiu a construção de 915 websites.
Em equipa, professores e jovens, podem explorar ideias e desenvolver conteúdos originais que envolvam e representem a identidade das suas escolas e dos seus desafios. Os alunos têm até 13 de janeiro de 2025 para se constituir e pedir a um professor para inscrever a sua proposta numa das seguintes categorias:

Categoria 1 | Escola mais digital

Contempla a criação de sites de projetos educativos das escolas, sobre áreas de conhecimento ou de cidadania e atividades específicas na escola frequentada;

Categoria 2 | Com Talento faz a diferença

Contempla a criação de sites nas mais diversas atividades, como sejam, de expressão artística e desportivas e que pretendem promover e iniciativas de voluntariado e inclusão social, partindo sempre da escola que frequentam.

Os alunos devem organizar-se em equipas de acordo com o escalão a que pertencem:
Escalão 1 | entre os 12 e os 14 anos a frequentar o 7º, 8º ou o 9º ano letivos.
Escalão 2 | entre os 15 e os 18 anos a frequentar o ensino secundário regular, profissional e de aprendizagem.

As propostas de sites validadas receberão um voucher, válido para 12 meses, e que integra as ferramentas necessárias para a construção do site – domínio para o site em .pt, ferramenta para a construção do site e respetivo alojamento e caixas de correio eletrónico.

Os melhores sites serão selecionados por um júri e serão atribuídos 3 prémios por
escalão/categoria. Os professores que inscreverem e apoiaram as equipas premiadas terão também direito a um prémio.

São parceiros deste projeto a Direção Geral de Educação, a Direção Geral do Consumidor, o IGAC – Inspeção Geral das Atividades Culturais, o INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o PNL 2027- Plano Nacional de Leitura 2027 e a RBE – Rede de Bibliotecas Escolares, a ANPRI - Associação Nacional de Professores de Informática e o Centro Internet Segura.

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Banda de Santana marca presença há mais de um século nos cerimoniais pela alma dos fiéis defuntos

A tradição do Jubileu das Almas e Missa de Requiem

Em Portugal o Jubileu das Almas é uma celebração tradicional que ocorre no Dia de Todos os Santos (1 de novembro) e no Dia de Finados (2 de novembro) datas dedicadas à memória dos falecidos. Esta celebração é particularmente forte em algumas regiões do país, onde as comunidades têm rituais específicos para homenagear as almas dos entes queridos que já partiram, podendo ser um dos rituais cristãos cuja longevidade se perde no tempo, ou seja desde o início do cristianismo ou até antes.

Para além daqueles dias, em certas zonas foram “concertadas e acertadas” outras datas, ajustadas de acordo com as conveniências e disponibilidade dos participantes principais, como o pároco, o pregador e a banda de música. Assim, apesar de existirem datas tradicionais ou estipuladas, algumas localidades estabeleceram um calendário próprio, em concordância com a comunidade e a irmandade local, mantendo viva a tradição e facilitando a participação de todos os envolvidos.

Esta cerimónia religiosa cristã é organizada pela já referida Irmandade das Almas que todos os anos é nomeada para esse efeito, cujo testemunho e nomeação é passado para familiares ou amigos, incluindo quase sempre um homem mais jovem, de forma a que a tradição prevaleça.

No que concerne à Missa de Requiem, tradicional neste ritual, de acordo com a forma particular do Missal Romano, um Réquiem ou Missa de Réquiem, é também conhecida como "Missa para os fiéis defuntos" ou "Missa dos fiéis defuntos". Esta celebração eucarística da igreja católica é rezada e cantada para o repouso das almas, rezando-se o ofício dos defuntos in saecula saeculorum.

Esta missa tem a particularidade de ser concebida e composta para um funeral, cuja letra contém passagens bíblicas e orações para a entrada dos mortos no céu. Este termo foi no entanto retirado da expressão Requiem aeternam dona eis, cujo significado é o seguinte: “Dai-lhes o repouso Eterno”. Porém, o termo (réquiem) tem sido ocasionalmente associado a outras composições musicais em honra aos mortos. Os réquiens mais famosos foram compostos por Berlioz, Brahms, Mozart e Verdi.

Algumas das bandas de música são também as guardiãs desse espólio, o qual, após o Concílio Vaticano II (1962-65) foi alterado para a língua vernácula, tendo sido mantido alguns dos sucessivos cânticos, salmodias e outros ritos que faziam parte dessas missas.

Desde a sua fundação em 1894 que a Banda de Santana / Figueira da Foz, participa no cerimonial pela alma dos fiéis defuntos cujo ritual é bastante comum em várias regiões do país. Assim, após a já mencionada Missa de Requiem, inicia-se da igreja / capela uma procissão até ao cemitério (e inversamente) onde se incorporam a Irmandade das Almas, o povo da terra, o Séquito Clerical e a banda de música.

Já no cemitério além das orações próprias do dia, é efetuado um sermão pelo padre pregador findo o qual, além das exéquias próprias, é executado um cântico apropriado. Com atualizações recentes no que concerne à missa e de acordo com o que foi proposto pelo pároco da paróquia, continua-se a trabalhar para apresentar sempre um trabalho digno, sério, responsável e sobretudo de qualidade e respeito pelos fiéis, o qual é reconhecido e apreciado por todos.

Ao som das marchas fúnebres (de Beethoven, Chopin, Ricardo Dorado, Verdi e outros compositores) em direção ao cemitério e inversamente, esta realidade já foi efetuada em Santana no passado domingo dia 3 do corrente, acontecendo o mesmo noutros sábados, onde a Banda de Santana estará presente, esperando que esta tradição continue bem presente em todo o território nacional.

(Texto enviado por Francisco M. Relva Pereira maestro da Banda de Santana)

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Associação dos Portos de Portugal marcou presença na Assembleia Geral da Associação Europeia de Portos de Mar (ESPO - European Sea Ports Org)

A Associação dos Portos de Portugal (APP) marcou presença na Assembleia Geral da Associação Europeia de Portos de Mar (ESPO – European Sea Ports Organisation) que se realizou ontem em Bruxelas, estando representada por Paula Cabaço presidente do Conselho de Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira, e Eduardo Feio presidente dos Conselhos de Administração do Porto de Aveiro e do Porto da Figueira da Foz, membros da direção da APP.

Durante a Assembleia Geral decorreu a eleição da nova direção da ESPO, para o biénio 2025/2026, que passa a ser composta por:

Presidente: Ansis Zeltiņš (Letónia) – CEO da Autoridade do Porto Livre de Riga;

Vice-Presidentes: Gerardo Landaluce Calleja (Espanha) presidente da Autoridade Portuária da Baía de Algeciras, e Cédric Virciglio (França) diretor de Planeamento Estratégico do Porto de Haropa.

A Assembleia Geral da ESPO elegeu, também, os presidentes dos comités técnicos da associação, destacando-se a eleição de Paula Sengo, do Porto de Lisboa, para presidir ao Comité Técnico para o Desenvolvimento Sustentável.

Lista de presidentes dos restantes comités técnicos para os próximos dois anos:

Comité Intermodal e Logístico: Federica Montaresi (Porto de La Spezia);

Comité de Facilitação do Comércio, Digitalização, Segurança e Geopolítica: Lieselot Marinus (Porto de Antuérpia-Bruges);

Comité de Capitães dos Portos e Peritos em Segurança Marítima: Stephan Berger

(Bremenports);

Comité de Governação e Gestão Portuária: Juan Manuel Diez (Porto de Valência);

Vice-Presidente EcoPorts: Andreas Slotte (Porto de Helsínquia);

Comité de Energia e Crescimento Azul: Mark Dijk (Porto de Roterdão);

Comissão de Análise Económica e Estatística: Cédric Virciglio (Porto de Haropa);

Rede de Portos de Cruzeiros e Ferries: Valeria Mangiarotti (Portos da Sardenha);

Rede de Trabalho e Operações: Panos Fevgas (Porto de Volos);

Grupo de Peritos Jurídicos: Kai-Dieter Classen (Porto de Hamburgo).

Foi ainda aprovado o orçamento da ESPO para o ano de 2025, que ascende a 1.351.772 euros, assim como, o plano de atividades da organização para o mesmo ano.

A Conferência Anual da ESPO, evento de referência para o setor portuário europeu, é fundamental para promover o debate sobre o futuro do setor, abordando temas como a transição energética, a digitalização, a sustentabilidade e a competitividade dos portos.

Durante a conferência decorre, ainda, a entrega do Prémio Anual da ESPO (The ESPO Award), que é um reconhecimento ao trabalho e às inovações no desenvolvimento sustentável e na melhoria da qualidade dos portos europeus. O tema deste ano, "Projetos ou estratégias portuárias de economia circular que beneficiem a cidade e a comunidade envolvente”, reconhecerá a entidade gestora do porto que desenvolveu uma estratégia de economia circular e/ou um projeto significativo de economia circular que envolva diferentes partes interessadas no porto ou nas suas imediações. O prémio visa honrar os esforços que envolvem ativamente o porto e beneficiam a comunidade circundante através de atividades de economia circular.

A presença da Associação dos Portos de Portugal na Assembleia Geral da ESPO reforça o compromisso do setor portuário português com a inovação, a sustentabilidade e a colaboração internacional, estreitando laços com os principais portos europeus e contribuindo para o futuro do transporte marítimo e logístico no continente.

Na fotografia da esquerda para a direita: Paula Cabaço - Presidente do Conselho de Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira, Ansis Zeltiņš – Presidente da ESPO, Eduardo Feio - Presidente dos Conselhos de Administração do Porto de Aveiro e do Porto da Figueira da Foz, e Isabelle Ryckbost – Secretária Geral da ESPO.

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Associação dos Portos de Portugal marca presença no evento 'Opportunity Portugal - Blue Economy' em Genebra

Eduardo Feio, Presidente dos Conselhos de Administração do Porto de Aveiro e do Porto da Figueira da Foz, participou no evento
"Opportunity Portugal - Blue Economy" em representação da APP Associação dos Portos de Portugal, acompanhado por Helena Gomes Fernandes, Diretora Comercial, Marketing e Comunicação da APDL-Administração dos Portos de Douro Leixões e Viana do Castelo, e de Tiago Lopes Paulo, Diretor de Negócio Portuário da APS Administração dos Portos de Sines, que decorreu, hoje, dia 30 de outubro, em Genebra, Suíça.O evento, promovido pela AICEP -Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, contou com a presença do Embaixador de Portugal em Berna, Júlio Vilela, e é direcionado para armadores suíços com o intuito de promover Portugal como um parceiro estratégico na economia azul.

A apresentação da APP abordou temas revelantes para o setor portuário português e para o futuro sustentável da economia azul. A visão geral dos portos portugueses e as suas capacidades logísticas; projetos de energia eólica offshore; combustíveis alternativos, bem como o desenvolvimento de corredores verdes e uso de metanol e amónia, como alternativas sustentáveis no setor marítimo; digitalização para simplificação e automação dos processos logísticos; soluções sustentáveis de fornecimento de energia elétrica aos navios atracados (OPS), reduzindo as emissões nos portos; assim como o investimento em terminais portuários e áreas logísticas, como terminais secos e ferroviários que reforcem a infraestrutura portuária, foram alguns dos temas abordados no evento.

A participação neste evento internacional reafirma as prioridades do Governo para o setor marítimo-portuário: (1) mais crescimento, (2) mais descarbonização e sustentabilidade, (3) mais intermodalidade, (4) mais digitalização e (5) mais integração. Estes objetivos (5+) estão em consonância com as metas da economia azul e do Pacto Ecológico Europeu, contribuindo para o fortalecimento das relações com armadores e outros stakeholders internacionais.

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Localidade de Quilho em Mortágua vai analisar o futuro do castanheiro na sua feira anual

Está de volta mais uma edição, a XVI Feira da Castanha e do Mel, na localidade de Quilho, no concelho de Mortágua, nos próximos dias 26 e 27 de outubro, este ano com a novidade de debater em conferência o tema “Como tratar o Castanheiro”, uma cultura milenar e marcante em Portugal, que foi durante décadas o sustente de muitas famílias.

Esta conferência, marcada para as 9h30 do dia 26, sábado, vai estar a cargo de técnicos especializados da Abastena, nomeadamente Rui Miguel Costa Droga, entre outros, que vão explicar a melhor forma de recuperar os solos e a saúde dos castanheiros autóctones, havendo em Portugal mais de 20 espécies destas árvores.Não vão longe os tempos em que o castanheiro era considerado como a “árvore-do-pão”, porque foi a base da alimentação antes da chegada da batata e a principal fonte de hidratos de carbono no norte da Península Ibérica. Esta árvore de folha caduca, é de grande longevidade e pode viver mais de mil anos. Esta conferência visa cativar a população na defesa do castanheiro e atrair mais gente para a Feira da Castanha e do Mel em Quilho que, para além da sua essência, procurar também deliciarem todos aqueles que por ali passem, com a sua gastronomia, animação musical e desfrutarem daquela magnifica paisagem no norte do concelho.
Sempre em meados de outubro as gentes da povoação de Quilho arregaçam as mangas e dão o melhor do seu esforço para viver dois intensos dias e deixar satisfeitos muitas centenas de pessoas que procuram a Feira da Castanha e do Mel, que envolve a população, visitantes e os que gostam de saborear os petiscos tradicionais desta localidade., entre eles, a sopa da matança, serrabulho, torresmos/carne do alguidar, febras, feijoada, diversos petiscos e pratos confecionados com castanhas, pão de trigo, broa caseira, vinhos, água- pé e os doces (pastel de castanha, filhós com mel e bolo de cornos).

Cada vez mais estes eventos “acrescentam valor e amor à terra” diz Mário Esteves, até porque a “Feira de Quilho é uma realidade, graças à dedicação da população” cujo objetivo é também dignificar e valorizar os produtos da terra e do seu trabalho.

A organização da 16ª edição está a cargo da Associação de Desenvolvimento Social de Quilho (ADESQ) no Parque das Merendas daquela aldeia do concelho de Mortágua. 

No sábado haverá animação, a partir das 11h00, com o grupo Michel Neves e Amigos (de Vila Facaia) estando marcado para as 12h00, a inauguração do certame pelo presidente de Câmara Municipal de Mortágua, Ricardo Pardal, acompanhado por outros autarcas e entidades. Ao início da tarde a animação prossegue com o Duo San Pedro, de Buarcos.

No domingo, a partir das 10h00, Gaiteiros de Penacova e à tarde, com início às 14h00, Dj Banana seguindo-se, a partir das 15h00, a animação musical a cargo do grupo “Carlos Rodrigues” de Arcos de Valdevez, estando agendado para as 16h00, o tradicional Magusto oferecido pela ADESQ.

Nesta feira à moda antiga os visitantes podem adquirir o fruto que dá mote ao certame (a castanha) além de variados produtos agrícolas: avelãs, nozes, pão caseiro, bolos, mel, licores, numa verdadeira mostra do mundo rural porque, um dos objetivos da iniciativa é apoiar os produtores do concelho a escoar os seus produtos, permitindo que obtenham um rendimento complementar à sua atividade normal.

Outra zona da feira está reservada para as atividades económicas e produtos regionais, destacando-se os enchidos de fumeiro, o queijo da Serra da Estrela, os vinhos de produção local, bem como artesanato que tem espaço próprio na Feira, representado pela cestaria, bordados, rendas, tapeçaria, artes decorativas, entre outras.

O conhecido empresário de restauração com atividade na Figueira da Foz, Mário Esteves, da organização do evento, destaca o apoio da Câmara Municipal de Mortágua e da Junta de Freguesia de Espinho, bem como a colaboração da Delta Cafés, Farmácia Abreu e Caldas de Penacova Água Mineral Natural, sem esquecer os cerca de 80 habitantes de Quilho, “que de forma graciosa e voluntária colaboram nas mais diversas funções”, concluindo que Quilho “é uma terra pequena mas com o coração do tamanho do mundo”, esperando que os jovens da terra se associem ao evento, participando e dando a sua melhor colaboração para que, num futuro próximo, Quilho tenha a sua feira de ano como um polo de desenvolvimento e promoção turística da região até porque, como explica Mário Esteves “é o segundo evento de animação mais importante no concelho de Mortágua”!

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Navigator e EuroKraft assinalam Dia Europeu do Saco de Papel e destacam vantagens face a opções de origem fóssil

A The Navigator Company, em parceria com a EuroKraft, a Associação Europeia de Produtores de Papel Kraft para a Indústria de Sacos de Papel e Embalagens, celebra hoje, dia 18 de outubro, o Dia Europeu do Saco de Papel. A iniciativa, lançada em 2018 pela plataforma The Paper Bag, tem como objetivo sensibilizar os consumidores para os benefícios destas embalagens mais sustentáveis e de menor impacto ambiental como alternativa aos sacos de plástico de origem fóssil.Sob o tema "O Futuro nas Tuas Mãos", a 7ª edição do Dia Europeu do Saco de Papel deste ano destaca a importância de escolhas conscientes e sustentáveis, promovendo uma mudança positiva no comportamento dos consumidores em toda a Europa. Ao longo do dia, serão realizadas diversas atividades por toda a Europa, com o intuito de encorajar os cidadãos a reduzir a sua pegada ecológica. O programa está disponível em (https://www.thepaperbag.org/european-paper-bag-day).

A Navigator e a EuroKraft incentivam todos os cidadãos a partilhar as suas experiências nas redes sociais, utilizando o hashtag #EuropeanPaperBagDay.

Num contexto global marcado pelas alterações climáticas e pela crescente escassez de matérias-primas, os consumidores estão a adotar estilos de vida com menos impacte ambiental, impulsionados pela legislação europeia. Um exemplo dessa mudança é a redução de 88% no uso de sacos de plástico de utilização única (com uma espessura inferior a 50 microns) na Suécia entre 2018 e 2021, evidenciando o resultado das escolhas dos consumidores na promoção de práticas mais ecológicas.

Assim, neste Dia Europeu do Saco de Papel é crucial destacar o potencial do papel – um bioproduto de base florestal, natural, renovável, biodegradável e reciclável – como uma alternativa na substituição dos plásticos de uso único ou de curta duração. Devido às suas fibras longas e resistentes, o papel kraft é ideal para a produção de sacos de papel de alta qualidade, caracterizados pela sua durabilidade e resistência. Desta forma, estão preparados para serem reutilizados e, no final do seu ciclo de vida, poderão ser reciclados.

Inovação e sustentabilidade em novas soluções de packaging

Alinhada com esta visão, a Navigator lançou, no final de 2021, uma nova linha de produtos de embalagem sob a marca gKRAFT™, com o objetivo de contribuir para acelerar a transição do uso do plástico para a utilização de fibras naturais, sustentáveis, recicláveis e biodegradáveis, reforçando o compromisso da Empresa com a sustentabilidade e a preservação do ambiente.

A Navigator tem investido no desenvolvimento de outras soluções sustentáveis de packaging, utilizando materiais de base renovável e biodegradável, derivados da fibra curta do eucalipto globulus – uma espécie que encontra em Portugal as condições ideais de solo e clima, produzindo uma matéria-prima de excelência reconhecida mundialmente na indústria de pasta e papel.

No âmbito desta diversificação de negócios, a Navigator irá inaugurar, no segundo semestre de 2024, a sua primeira linha de produção integrada de peças de celulose moldada de eucalipto, dando mais um passo significativo na sua trajetória de inovação e compromisso com um futuro mais sustentável.

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Portos de Aveiro e da Figueira da Foz lançam concurso público para a elaboração de planos diretores 2040

Foi hoje publicado em Diário da República o anúncio do lançamento do Concurso Público para a aquisição de serviços especializados de consultoria para a elaboração dos Planos Diretores 2040 do Porto de Aveiro e do Porto da Figueira da Foz, conforme previsto nos Planos de Atividades e Orçamento 2024-2026 da Administração do Porto de Aveiro e da Administração do Porto da Figueira da Foz.

A elaboração dos Planos Diretores destas Administrações Portuárias permitirá: avaliar a atual posição competitiva dos portos de Aveiro e da Figueira da Foz; desenvolver um plano de ordenamento da área de jurisdição destes portos; definir a estratégia de desenvolvimento dos mesmos e a sua articulação com as regiões envolventes; e, ainda, densificar o plano de implementação da estratégia definida para o horizonte 2035 dos portos de Aveiro e da Figueira da Foz e definição das ações estratégicas pós 2035 a realizar por ambos os portos. Tendo em vista o horizonte temporal de 2040, os trabalhos devem contemplar a revisão dos planos estratégicos dos portos, de forma a dotar ambas as Administrações Portuárias de um instrumento de gestão atualizado, face aos novos desafios de mercado, às necessidades das empresas que servem e às prioridades da política nacional e europeia definidas para o setor dos transportes e logística, mormente a descarbonização, o reforço da digitalização das suas atividades e a aposta na intermodalidade. Os trabalhos devem, ainda, incluir a atualização das linhas de atuação estratégicas de desenvolvimento de ambos os portos, bem como da Missão, Visão e Objetivos Estratégicos em 2035 e 2040.

No âmbito dos trabalhos a realizar, e no que se refere à definição à promoção da sustentabilidade, devem estar subjacentes os princípios da autossuficiência energética e ambiental, designadamente, a neutralidade carbónica, a produção de energia a partir de fontes renováveis, a eficiência energética, a gestão eficiente dos recursos hídricos, a gestão de resíduos com base na economia circular e a promoção da biodiversidade.

O concurso foi lançado pelo valor base de 150 mil euros, com um prazo de execução 240 dias, terminando o prazo de entrega das propostas no próximo dia 30 de setembro.

Link para o anúncio publicado em Diário da República:

(https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/anuncio-procedimento/17380-2024-884941404)

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

DECO informa sobre os direitos dos passageiros aéreos

Em comunicado, a DECO informa sobre os direitos dos passageiros aéreos:
A DECO preparou um guia completo sobre os direitos dos passageiros aéreos, desejando-lhe viagens mais tranquilas e umas excelentes férias.

Para chegar ao seu destino, pode ser necessário fazer uma viagem de avião. No entanto, e como já vem sendo habitual no período de verão, a DECO tem conhecimento de muitas situações de atraso e cancelamento de voos. Damos-lhe a conhecer os seus direitos como passageiro dos transportes aéreos, para que possa antecipar contratempos e assim ter uma boa viagem! Consulte o nosso “Guia Para Um Voo Tranquilo” em www.deco.pt.

Como posso antecipar eventuais cancelamentos de voo?

Verifique o horário do voo no dia anterior ao embarque, devido a circunstâncias diversas, o voo pode sofrer alterações. Desta forma, poderá planear melhor o seu dia para garantir que chega ao aeroporto no horário certo.

Esteja também especialmente atento às notícias e verifique no site da transportadora aérea e do aeroporto, assim como eventuais disrupções no seu regular funcionamento.

Cheguei ao aeroporto. E agora?

O aeroporto é um espaço grande, com muitos passageiros a circular e outros tantos milhares de funcionários essenciais ao seu regular funcionamento, pelo que é fácil perdermo-nos. Por isso, para que não perca o voo, cumpra sempre com a antecedência indicada pela transportadora e pelo próprio aeroporto.

Precisará deste tempo para fazer o check-in, despachar as malas, passar o controlo de segurança e, eventualmente, o Serviço de Controlo de Fronteira e, por fim, encontrar a porta de embarque correta – e ainda ter uma margem de segurança para algum imprevisto.

Dica DECO! Não se esqueça que se viajar num grupo grande, com crianças pequenas, com pessoas com mobilidade reduzida, numa época festiva ou época alta deverá equacionar chegar ainda mais cedo.

Se leva o seu amigo de quatro patas, lembre-se que o check-in de passageiros com animais pode demorar mais tempo, pelo que sugerimos que se informe junto da companhia aérea sobre com que antecedência deve estar no aeroporto e quais os procedimentos que tem de cumprir.

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O seu voo foi cancelado?

Em plenas férias de verão, muitos são os consumidores que optam por desfrutar das suas merecidas férias num destino fora de Portugal. No entanto, viajar de avião pode muitas vezes não ser assim tão tranquilo. A DECO ajuda-o a saber quais os seus direitos em caso de cancelamento de voo!

Em caso de cancelamento de voo, devem oferecer-lhe escolha entre:

- O reembolso no prazo de sete dias;

- O reencaminhamento, em condições de transporte equivalentes, para o destino final, na primeira oportunidade; ou

- O reencaminhamento, em condições de transporte equivalentes, para o destino final numa data posterior, da conveniência do passageiro, sujeito à disponibilidade de lugares.

Tem, ainda, direito a assistência, o que inclui:

- Refeições e bebidas em proporção razoável com o tempo de espera;

- Alojamento em hotel, caso se torne necessária a estadia ou estadia adicional;

- Transporte entre o aeroporto e o local de alojamento;

- Duas chamadas telefónicas, mensagens via fax ou por correio eletrónico.

Pode haver lugar ao pagamento de uma indemnização, cujo montante oscila entre €250 e €600, salvo se, os passageiros:

- Tiverem sido informados do cancelamento pelo menos duas semanas antes da hora programada de partida, ou

- Tiverem sido informados do cancelamento entre duas semanas e sete dias antes da hora programada de partida e se lhes tiver sido oferecido reencaminhamento que lhes permitisse partir até duas horas antes da hora programada de partida e chegar ao destino final até quatro horas depois da hora programada de chegada, ou

- Tiverem sido informados do cancelamento menos de sete dias antes da hora programada de partida e se lhes tiver sido oferecido reencaminhamento que lhes permitisse partir até uma hora antes da hora programada de partida e chegar ao destino final até duas horas depois da hora programada de chegada.

Tenha, no entanto, presente que, a transportadora aérea não é obrigada a pagar uma indemnização, se puder provar que o cancelamento se ficou a dever a circunstâncias extraordinárias que não poderiam ter sido evitadas mesmo que tivessem sido tomadas todas as medidas razoáveis, como é o caso de condições meteorológicas adversas. Se, por exemplo, o cancelamento se dever a má gestão da companhia ou falta de recursos, por exemplo, o passageiro poderá exigir o pagamento da compensação.

Para mais dicas e informação, consulte o nosso Guia Para Um Voo Tranquilo em www.deco.pt. Se os seus direitos não estão a ser respeitados? Contacte a DECO!

DECO CENTRO

Conte com o nosso apoio através do número de telefone 239 841 004, ou do endereço eletrónico deco.centro@deco.pt. Siga-nos nas redes sociais Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin, Youtube e no nosso site DECO.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

DECO: Apoio ao pagamento da renda vai abranger contratos alterados

O apoio extraordinário ao pagamento da renda vai voltar a abranger inquilinos com contrato alterado que se mantenham na mesma casa.
O Conselho de Ministros aprovou uma alteração às regras do apoio ao pagamento das rendas que vai beneficiar aquelas pessoas que perderam este subsídio, por terem visto o seu contrato ser alterado.

Em causa está a possibilidade de continuarem a ter acesso ao apoio extraordinário às rendas as pessoas que tinham um contrato anterior a 15 de março de 2023 e que o perderam por ter havido uma alteração e esta ter sido classificada como sendo um novo contrato de arrendamento.

A alteração agora aprovada irá permitir que mantendo-se as partes e o imóvel, o inquilino que teve o apoio vai voltar a recebê-lo mesmo que tenha havido uma alteração, renovação ou substituição do contrato existente antes de 15 de março de 2023, desde que a pessoa mantenha os requisitos, como ter uma taxa de esforço com o pagamento da renda superior a 35%.

Este apoio aos inquilinos com rendimentos até ao 6º escalão do IRS e com taxa de esforço acima dos 35%, e as alterações agora aprovadas, respondem a algumas das preocupações já manifestadas pela DECO acerca da atual crise na habitação.

Mas continuam a chegar diariamente à nossa Associação pedidos de famílias que solicitam apoio para uma solução a curto prazo, que as ajude a suportar o pagamento de valores de renda que muitas vezes ultrapassa mais de metade do seu rendimento. Ainda não se alcançou a resposta necessária às dificuldades enfrentadas por todos estes agregados.

terça-feira, 7 de maio de 2024

Núcleo Regional do Centro da LPCC abriu candidaturas a sete Bolsas de Investigação em Oncologia

O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (NRC.LPCC) abre, a partir de hoje (06.maio.2024) o prazo de candidaturas às Bolsas de Investigação em Oncologia. Na sessão simbólica - que decorreu na sede da Instituição, em Coimbra – destaque para uma novidade: às seis atribuídas na última edição, junta-se, pela primeira vez, uma Bolsa de Investigação destinada à Investigação na área do cancro ginecológico, Bolsa Professor Carlos de Oliveira.

Quatro Bolsas de Investigação em Oncologia NRC-LPCC/CIMAGO, uma Bolsa Dr. Rocha Alves, uma Bolsa Dr. Dário Cruz e, pela primeira vez, uma Bolsa Professor Carlos de Oliveira. São as sete Bolsas de Investigação em Oncologia anunciadas, esta segunda-feira, pelo NRC.LPCC, com candidaturas abertas até 30 de junho de 2024.
O NRC.LPCC dispõe, assim, de 70 mil euros para o incentivo a projetos inovadores de investigação sobre o cancro, distribuindo este valor equitativamente pelas sete bolsas na edição de 2024/2025.

Este ano, a grande novidade é a criação da Bolsa Professor Carlos de Oliveira, em homenagem ao médico ginecologista, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, ex-presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro e do Núcleo Regional do Centro, pelo seu indelével percurso académico na área do cancro ginecológico.

Presente na cerimónia, o homenageado não escondeu o orgulho e a “honra” de ver o seu nome atribuído a uma Bolsa de Investigação, lembrando os anos em que esteve ligado à Instituição e reforçando o desejo de ver perdurar esta Bolsa no tempo, com resultados gratificantes. “Espero poder ver um dia mais tarde um(a) bolseiro(a) desta Bolsa de Investigação que tenha contribuído para a sobrevivência ou a cura de um doente oncológico”, conclui.
Vítor Rodrigues, presidente do NRC.LPCC, fez um breve balanço das Bolsas atribuídas nos últimos anos, destacando o lançamento de uma sétima nesta edição, e frisando que “isto só é possível graças ao apoio da comunidade, a nós cabe-nos saber gerir da melhor forma”, acrescentando, ainda, que, caso a Consignação de IRS venha a aumentar para 1% “podemos vir a aumentar o número de Bolsas”.

Isabel Carreira, a Coordenadora do Centro de Investigação em Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia (CIMAGO) e José Manuel Casanova, Presidente da ACIMAGO (Associação de apoio ao CIMAGO), também presentes na sessão, salientaram o papel preponderante do ex-presidente do NRC.LPCC, Carlos de Oliveira, que deu início a esta parceria com o NRC.LPCC, congratulando-se pelo “crescimento contínuo” que tem vindo a ter com o passar dos anos.

Bolsas de Investigação 2024/2025

Relembre-se que as Bolsas de Investigação em Oncologia NRC-LPCC/CIMAGO 2024/25 destinam-se a investigadores com possibilidade de desenvolverem, em Portugal, um projeto de investigação na área da oncologia, no âmbito das atividades de investigação do Centro de Investigação em Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia (CIMAGO).

Podem candidatar-se a estas Bolsas todos os investigadores licenciados e/ou com grau de mestre ou de doutor, que apresentem um projeto de investigação em oncologia a desenvolver no âmbito de uma equipa de investigação integrante do CIMAGO.

Já a Bolsa Dr. Rocha Alves abrange investigadores com projeto de investigação em oncologia, a desenvolver no âmbito de uma equipa de investigação sediada num dos distritos da região Centro. Podem concorrer a esta Bolsa todos os investigadores licenciados e/ou com os graus de mestre ou de doutor.

A Bolsa Dr. Dário Cruz destina-se a equipas de investigação que integrem investigadores licenciados e/ou com os graus de mestre ou de doutor, que apresentem um projeto de investigação na área do cancro da mama e que estejam sediadas nos distritos da região Centro da zona de ação do NRC.LPCC.

A Bolsa Professor Carlos de Oliveira destina-se a projetos de investigação na área da ginecologia oncológica, podendo concorrer equipas de investigação que integrem investigadores licenciados e/ou com os graus de mestre ou de doutor e que estejam sediadas num dos distritos da zona Centro.

As candidaturas para as Bolsas de Investigação em Oncologia 2024/25 do NRC.LPCC estão abertas a partir de hoje (6) e até dia 30 de junho de 2024 e a apreciação dos projetos pelo Júri será feita 45 dias após o término do prazo das candidaturas. A comunicação dos resultados será feita 15 dias após a decisão do júri, seguindo-se a assinatura dos contratos de concessão de Bolsa. Mais informações, formulário de candidatura e respetivos regulamentos estão disponíveis em (http://bit.ly/2JxvhZ2).