---------------------- NOTICIAS E ATIVIDADES DE OUTROS SÍTIOS DE PORTUGAL E DO MUNDO ------------------------ .........Página complementar do Jornal Weblog Diário O PALHETAS NA FOZ-Figueira da Foz-Portugal-Europa.........
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022
DECO - Produtos mais sustentáveis: Um telemóvel teria que durar 232 anos...
Se
queremos ter um desenvolvimento mais sustentável, temos que ter
produtos que durem mais tempo, para termos menos desperdício e menos
consequências negativas para o ambiente.
domingo, 13 de fevereiro de 2022
Foram 44 as instituições de Coimbra que em 2021 receberam 621 mil euros em excedentes alimentares da Missão Continente!
Em 2021 a Missão Continente doou 620,7 mil euros em excedentes alimentares a 44 instituições do distrito de Coimbra através das lojas Continente da região. O apoio dividiu-se entre 31 instituições de solidariedade social e 13 associações de apoio e bem-estar animal. As doações das lojas Continente, que decorrem durante todo o ano em todo o país, aumentaram 39,1% face a 2020 e chegaram a 1.448 instituições. Em 2021, a Missão Continente distribuiu 19,2 milhões de euros em excedentes alimentares: 17,4 milhões de euros foram doados a 1.078 instituições de solidariedade social e 1,7 milhões de euros a 370 associações de apoio e bem-estar animal.
Além das doações às instituições, a empresa também disponibiliza estes bens alimentares aos colaboradores, através das áreas sociais das lojas e entrepostos da Sonae MC, o que, no ano passado, representou o reaproveitamento de 2,2 milhões de euros em alimentos.
Os artigos doados são considerados excedentes quando perdem o seu caráter comercial, mas preservam todas as condições necessárias de consumo seguro, evitando o desperdício alimentar numa lógica de economia circular. Estes incluem produtos frescos como fruta, mercearia e artigos de padaria, entre outros bens alimentares.
“A rápida capacidade que temos em escoar os produtos tem permitido, por um lado, evitar que muitas toneladas de alimentos se convertam em desperdício e, por outro, apoiar um conjunto significativo de instituições e famílias com bens alimentares que se encontram em excelentes condições de consumo. Estamos alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, endereçamos convictamente vários deles como é o exemplo da luta para a erradicação da fome e pobreza ou a promoção de um consumo mais consciente e sustentável. A Missão Continente sabe da sua responsabilidade enquanto agente ativo na criação de impacto positivo junto das comunidades que apoia” explica Nádia Reis, Diretora de Comunicação e Responsabilidade Social do Continente.
A Missão Continente representa as iniciativas de responsabilidade social do Continente, como o Apoio à Comunidade, o Desenvolvimento Inclusivo e a Cidadania Ambiental, querendo assim contribuir para um futuro mais sustentável. Os seus eixos de atuação são: Alimentação, Pessoas e Planeta.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2022
DECO - Novas regras nos anúncios de arrendamento promovidos pelas mediadoras imobiliárias
Está à procura de uma casa para arrendar e ouviu dizer que há novas regras no que diz respeito aos anúncios de arrendamento. O que mudou?
Foi publicado o diploma que regulamenta algumas normas relativas à Lei de Bases da Habitação relacionadas com os anúncios publicitários no arrendamento, com a proteção dos consumidores em situação de carência habitacional e ainda com a fiscalização das condições de habitabilidade.
A partir de agora os anúncios de arrendamento promovidos pelas mediadoras imobiliárias deverão indicar o número de licença ou a autorização de utilização do imóvel e a tipologia e respetiva área útil, sendo que as entidades anunciadoras estão também obrigadas a retirar qualquer anúncio que tenha sido publicado sem a indicação destes elementos. Qualquer pessoa singular ou coletiva que incumpra estas obrigações poderá estar sujeita à aplicação de uma coima nos valores máximos de 3740,00€ e 44.890,00€, respetivamente.
Proteção dos consumidores em situação de carência habitacional: O novo diploma vem também desenvolver o conceito de carência habitacional considerando como tal as pessoas que não possuam ou que estejam em risco de perder uma habitação adequada, não podendo constituir-se como uma alternativa de alojamento uma habitação que obrigue a uma alteração do agregado que viva no mesmo imóvel.
Esta lei reforça ainda o dever de articulação entre as diversas entidades do Estado e dos municípios para que, proativamente, possam resolver as situações das pessoas em situação de carência habitacional, procurando dar respostas habitacionais permanentes ou temporárias de acordo com a situação em concreto e no âmbito das respetivas Estratégias Locais de Habitação.
São vários os consumidores que contactam o Gabinete de Apoio ao Consumidor da DECO com dúvidas relacionadas com alojamentos, regras no arrendamento e no condomínio, pelo que a Associação continuará a acompanhar, de perto, a evolução e a implementação de medidas relacionadas com o setor, em prol da defesa dos direitos e legítimos interesses dos consumidores. (Ilustração nossa)
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
DECO = Nem todos os produtos para além da validade são de deitar fora - O melhor é compreender as datas!
Existem 3 designações diferentes para as datas de validade: 'consumir até' / 'consumir de preferência antes de' / 'consumir de preferência antes do fim de'. A Organização de Defesa do Consumidor DECO explica:
"Consumir até:” é encontrada nos produtos mais perecíveis como, por exemplo, a carne ou peixe fresco embalado e o queijo fresco. Mostra que, após a data indicada, o produto não deve ser consumido, pois pode apresentar algum risco para a saúde.
"Consumir de preferência antes de:” está representada em produtos como massa, azeite ou cereais, que são menos perecíveis. É apresentada pelo dia, mês e ano e podemos consumir estes produtos depois da data, desde que sejam respeitadas as regras indicadas na embalagem para uma correta conservação.
“Consumir de preferência antes do fim de:” é aplicada a produtos com uma grande durabilidade como conservas e congelados. Contém apenas a descrição do mês e ano e também as podemos consumir depois da data indicada se tivermos cumprido as regras de conservação.
Atualmente estima-se que 1/3 de toda a comida produzida no mundo é desperdiçada. É importante combater o desperdício alimentar! Assim, com pequenos gestos como o de interpretar corretamente as datas de validade, pode-se evitar que alimentos em boas condições de consumo acabem no lixo!
(Ilustração nossa)
quarta-feira, 24 de novembro de 2021
Voluntários do Banco Alimentar Contra a Fome de regresso às lojas
Nos próximos dias 27 e 28 de novembro, a Campanha de Recolha de alimentos promovida pelos Bancos Alimentares Contra a Fome volta a ter equipas de voluntários nos supermercados de todo o país, a convidar os portugueses, de forma mais pessoal, à partilha de alimentos com as famílias com necessidades para que possam ter, não só um Natal mais feliz, mas alimento à mesa todos os dias. É assim retomada, depois de uma interrupção imposta pela pandemia, a alegria da partilha, do voluntariado e da solidariedade nesta ação presencial, tão relevante numa altura em que se agravaram as situações de carência de muitas famílias portuguesas.
A pandemia impediu, desde maio de 2020, a presença nas lojas dos voluntários bem conhecidos dos portugueses. Agora, passados quase dois anos, as equipas regressam aos seus “postos”, nas entradas dos estabelecimentos, com o propósito de receber doações de produtos alimentares básicos.
“É com muita alegria que anunciamos o regresso das equipas de voluntários ao terreno em mais uma Campanha de Recolha de alimentos dos Bancos Alimentares. Eles são, sem dúvida, a imagem e o corpo desta iniciativa que propõe, desde há 30 anos, a partilha com as famílias que precisam de apoio alimentar. Os voluntários estarão presentes para receber as doações de alimentos e prestar informação sobre a campanha Ajuda Vale” afirma Isabel Jonet, Presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome.
20 mil voluntários em 1.200 lojas
Assim, é já no próximo fim de semana que cerca de 20 mil voluntários ao serviço dos 21 Bancos Alimentares, devidamente identificados, estarão presentes à entrada de aproximadamente 1.200 estabelecimentos comerciais, distribuídos de Norte a Sul do país, convidando os portugueses à partilha de alimentos com as muitas famílias que enfrentam carências alimentares todos os dias, uma situação agravada pelo impacto económico e social da pandemia ou, quando tal não seja possível, tão só a dar informação sobre a campanha Ajuda Vale.
Salientando a importância do contributo individual e do envolvimento de cada pessoa na construção de uma comunidade mais fraterna, a já tradicional e tão querida campanha dos portugueses está de regresso com uma mensagem que assenta precisamente na ideia da simplicidade do gesto de partilhar, independentemente da dimensão do donativo.
Participar na campanha é simples: basta aceitar um saco do Banco Alimentar e, nele, colocar bens alimentares – de preferência produtos não perecíveis (como leite, conservas, azeite, açúcar, farinha, massas, etc.) entregando-o aos voluntários à saída. Os produtos doados serão encaminhados para os armazéns dos 21 Bancos Alimentares em atividade na região onde são doados, e aí pesados, separados e acondicionados. No final, e ainda com recurso ao voluntariado, o resultado é distribuído localmente a pessoas com carências alimentares.
Recorde-se que no ano passado, em plena pandemia, os 21 Bancos Alimentares em atividade distribuíram 29.939 toneladas de alimentos (com o valor estimado de 41,9 milhões de euros), num movimento médio de 120 toneladas por dia útil, prestando assistência a 2.700 instituições e entidades que contribuíram para a alimentação de 450 mil pessoas com carências comprovadas, sob a forma de cabazes ou de refeições confecionadas, de acordo com os dados da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome.
Um resultado que só foi possível graças à criação, em março de 2020, da Rede de Emergência Alimentar, articulada nos Bancos Alimentares Contra a Fome, implementada com o objetivo principal de acautelar o risco de situações de rutura de apoio alimentar, de isolamento e de desespero, ainda mais agravado pelas pessoas vítimas do impacto social da pandemia.
Ajuda Vale e portal de doação online
A campanha prolonga-se até 5 de dezembro na internet, através do site de doação online www.alimentestaideia.pt, dando assim a oportunidade de partilhar a todos aqueles que não se deslocam aos pontos de recolha durante o fim de semana e aos que se encontram ou residem fora de Portugal.
Esta campanha disponibiliza vales de produtos, que estarão disponíveis até 5 de dezembro nas caixas dos supermercados. Cada vale tem um código de barras específico associado aos produtos que cada pessoa queira doar ao Banco Alimentar.
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O Banco Alimentar Contra a Fome O Banco Alimentar foi criado em Portugal em 1991 com a missão de lutar contra o desperdício e distribuir apoio a quem mais precisa de se alimentar, em parceria com instituições de solidariedade e com base no trabalho voluntário. Existem atualmente 21 Bancos Alimentares (nas zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Madeira, Oeste, Portalegre, Porto, S. Miguel, Santarém, Setúbal, Terceira, Viana do Castelo, Viseu). A Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares anima a rede e representa os Bancos Alimentares a nível nacional e internacional, sendo responsável pela imagem e comunicação.
Tenha ou não tenha... participe no encontro de 'drones' no parque de merendas de Montemor-o-Velho
Se tem um drone, ou se está a pensar em adquirir um, então não falte ao encontro de drones que se vai realizar no próximo sábado de 27 de novembro no parque de merendas de Montemor-o-Velho. Encontro destinado a qualquer pessoa que goste de drones, tenha ou não equipamento próprio. Se tem drone ou está a pensar em adquirir um então não falte!
A organização desafia: "Se usas o drone de forma lúdica ou profissional vem partilhar a tua experiência connosco. Quem tem drone e nunca voou ou tem receio de o fazer, apareça. Estaremos lá para nos divertir, ajudar e partilhar experiências. Cada pessoa é responsável pelo seu pedido de autorização à Autoridade de Aeronáutica Nacional (AAN)."
Há mesas no local para se poder merendar pois cada um leva a sua merenda, ou pode marcar almoço ou jantar num dos restaurantes locais. E bons voos!
segunda-feira, 8 de novembro de 2021
A Associação Portuguesa de Direito do Consumo analisa a nova lei das garantias dos bens de consumo
Na divulgação do seu XXXII aniversário a Associação Portuguesa de Direito do Consumo (apDC) irá fazer uma análise no dia 24 de novembro ao tema "Entre o passado, o Presente e o FUTURO - a nova lei das garantias dos bens de consumo".
A Direção Nacional da apDC anuncia a realização do primeiro evento, que promove sob um tema da maior relevância "Nova Lei das Garantias dos Bens de Consumo" que apresenta inúmeras modificações face à anterior, ainda em vigor.
(A Presidente, prof.ª doutora Susana Almeida)
sexta-feira, 5 de novembro de 2021
DECO - Green Chef está de volta para todos os alunos dos ensinos básico, secundário e profissional
Nos últimos anos o desperdício alimentar tem atingido valores alarmantes. Anualmente, à escala global, são desperdiçados 1.6 biliões de toneladas de alimentos, e, em Portugal, a situação não é menos grave. Um milhão de toneladas é o valor correspondente ao desperdício alimentar da população portuguesa. Apesar de este valor não ser inteiramente da responsabilidade do consumidor, existem sempre pequenas mudanças que todos podem adotar para fazer uma grande diferença.
Baseado nesta problemática, surge o desafio Green Chef que incentiva os jovens a terem um papel ativo no combate ao desperdício alimentar.
Qual é o objetivo deste desafio?
-Equipas de três elementos;
-Elaborar um vídeo com a confeção de uma receita criativa e #semdesperdício;
O que se pode utilizar?
-Sobras de refeições anteriores promovendo-se assim o gosto pelo reaproveitamento dos alimentos;-Uma pitada de Criatividade: a fruta demasiado madura, o pão que está rijo, as raízes e folhas dos vegetais, as cascas… resta dar asas à imaginação para as variadas possibilidades de aproveitar estes alimentos;
Quem pode participar?
Todos os alunos do Ensino Básico, Ensino Secundário e Profissional.
As inscrições deverão ser feitas pelo docente responsável pela equipa através da plataforma da DECOJovem, e encontram-se abertas até dia 17 de dezembro de 2021. Os vídeos vencedores serão premiados!
terça-feira, 5 de outubro de 2021
DECO - Vendas agressivas: Consumidor sénior mas não desprotegido!
Os seniores estão a tornar-se cada vez mais “alvos fáceis” para algumas empresas de bens e serviços, tendo a pandemia e o consequente isolamento, agravado o problema.A verdade é que as vendas agressivas dirigem-se em especial a este segmento de consumidores, pois são estes que têm uma maior vulnerabilidade, menos informação e sobre os quais é mais fácil exercer coação que os obriga à compra de produtos ou de serviços que não desejam.
Um telefonema recebido em casa a informar deve fazer um rastreio médico, ou que lhe oferece uma almofada ortopédica; ou a resposta a um inquérito com direito a um prémio; ou a participação num teste a aparelhos de tratamento médico, são práticas habitualmente utilizadas pelos profissionais cujo verdadeiro objetivo é vender determinados produtos (colchões, aparelhos de fisioterapia, aspiradores, filtros de água, cartões de férias), utilizando os mais diversos argumentos:
As alegadas características medicinais dos bens; A necessidade de assinatura do contrato, sob pena de o consumidor colocar em risco a subsistência familiar do vendedor; A alegada desistência a qualquer momento do contrato, etc.
A DECO aconselha:
Ler atentamente o contrato proposto, e esclarecer todas as dúvidas. Se não for possível, pedir uma cópia do contrato e recorrer a serviços de apoio ao consumidor; Se sentir pressão para a assinatura, saiba que tem 14 dias para por termo ao contrato sem que para tal tenha que pagar qualquer indemnização ou alegar qualquer motivo. Neste caso, envie uma carta registada com aviso de receção; Caso o contrato tenha sido celebrado com base numa prática agressiva, saiba que dispõe de um ano para anular o contrato; Denunciar à entidade competente do sector em causa (ASAE, ANACOM, Banco de Portugal, Instituto de Seguros de Portugal, entre outras) para que esta atue dentro das competências que lhe estão atribuídas, aplicando multas a estes profissionais e empresas.
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DECO CENTRO
Conte também com apoio da DECO através do número de telefone 239841004 ou do endereço eletrónico (deco.centro@deco.pt) que pode seguir nas redes sociais Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin, Youtube e no seu próprio site.
(Ilustração nossa)
Depois de Santana o maestro ançanense Francisco Relva Pereira vai apresentar o seu livro também em Coimbra!
Intitulado "A Comemoração dos 125 anos – Encontro entre colectividades" teve a primeira apresentação a 05 de setembro na sede da Sociedade Musical Santanense. O livro dá a conhecer o projeto performativo que foi efetuado entre 2019 e 2020 aquando das referidas comemorações, e o seu lançamento envolveu todas as coletividades musicais concelhias e outras que se associaram ao evento desde bandas de música, orquestra ligeira, grupos de cantares, grupos corais, grupos de dança e videoarte, e que culminou com o show entre a Banda de Santana e o cantor André Sardet. Agora segue-se a apresentação em Coimbra, dia 10 de outubro pelas 16 horas, na Sala do Capítulo do Mosteiro de Santa Clara-Nova, onde haverão momentos musicais com o Grupo de Metais da Sociedade Musical Santanense com o acolhimento do presidente da Confraria da Rainha Santa, do autor, e do prefaciador do livro Bruno Madureira cujo percurso académico e de investigação levada a efeito na área da música muito tem contribuído para trazer para a ribalta matérias adormecidas há séculos.
Refira-se que o autor do livro Francisco M. Relva Pereira, maestro da Banda de Santana desde 1985 e autor de mais este livro, e tal como já sucedeu em situações análogas, prescinde de todos os seus direitos, com os lucros a revertem para a Sociedade Musical Santanense.
E aproveita o ensejo para agradecer à Câmara Municipal da Figueira da Foz, às Juntas de Freguesia de Ançã e de Ferreira-a-Nova, à Fundação INATEL, Banda de Santana, Caixa de Crédito, Transportes Pelichos, Transportes Saraiva, Minimercado Adelaide, Helenos, S.A., Maquitudo, Farmácia Santa Ana, Pisciarte e Silvino Manuel Santos Pereira por custearam a impressão deste livro.
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
DECO - Descodificar linguagem de crédito: o que é o spread?
O mercado imobiliário está em constante evolução e cada vez mais são os consumidores que, ao contraírem crédito à habitação, se deparam com terminologias bancárias de difícil compreensão e acessibilidade.
Já ouviu falar em spread? Soa-lhe a um estrangeirismo demasiado complicado para entender?
O spread corresponde a uma parcela da taxa de juro, definida pelo banco quando concede ao cliente um crédito. Numa definição simples, o spread não é mais do que o lucro do banco quando ‘empresta dinheiro’.
O spread é definido pelo banco de acordo com o risco do contrato e do cliente. Ao emprestar dinheiro, o banco corre riscos. Assim, quanto maior for o risco, maior será a taxa de spread que a entidade irá propor ao cliente, sendo que a margem de lucro pretende compensar o risco e, naturalmente, remunerar a instituição financeira.
Como tal, antes de iniciar o processo de concessão de crédito, a instituição credora realiza uma análise à documentação que o cliente fornece, tendo em conta uma série de fatores, tais como: a idade, o estado civil, o rendimento e dimensão do agregado familiar ou a relação do cliente com o banco. Depois desta análise, o banco propõe um spread para aquele cliente e para aquela operação em particular.
O spread reflete-se na prestação que o cliente paga ao banco todos os meses, sendo que se o valor associado a esta taxa for mais alto invariavelmente pagará mais na prestação mensal, sendo que o inverso também ocorre.
Assim, são cada vez mais as famílias que ponderam renegociar o spread ou até mesmo transferir o crédito para outra instituição para obter um valor mais favorável.
Informe-se e, em caso de dúvida, saiba que a DECO tem um Gabinete de Proteção Financeira que pode contactar.
(Ilustração nossa)
quarta-feira, 8 de setembro de 2021
DECO > As eleições autárquicas e os direitos do consumidor
Os municípios são agentes parceiros do Estado na gestão territorial dos problemas e das intervenções no domínio da ação social. Podem, por isso, desenvolver os seus próprios programas e projetos e gerir equipamentos sociais através de recursos financeiros próprios. A resposta à pandemia de Covid 19 por parte dos municípios, no âmbito do Plano Municipal de Emergência, foi importante, mas revela-se necessário continuar a responder aos novos desafios. Assim, a DECO recomenda que os candidatos às eleições autárquicas possam:
Garantir uma proteção especial dos consumidores vulneráveis, incluindo aqueles cuja vulnerabilidade se deveu ou agravou durante a pandemia, através de uma resposta centralizada, pois, muitas vezes, revela-se difícil ao consumidor conseguir identificar os vários apoios existentes, atendendo a que se encontram apresentados de forma dispersa;
Proceder à criação e disponibilização de um “Guia” com informação relativa aos recursos, equipamentos e serviços de apoio social, atualizado periodicamente, para que os técnicos e os consumidores, em geral, possam dispor de informação atualizada nesta área;
Criar um Programa Local de Capacitação Financeira com objetivo de promover a literacia e auxiliar os consumidores na adoção de decisões mais esclarecidas e equilibradas no âmbito das suas escolhas financeiras. Tal deverá ser implementado através de programas desenhados e adaptados à realidade local das diferentes comunidades;
Desenvolver e apoiar plataformas de cooperação entre agentes da sociedade civil, empresas e organismos sociais, tendo em vista o apoio aos consumidores e a promoção do desenvolvimento de competências da população e bem-estar social;
Criar serviços que acompanhem e orientem o consumidor mais vulnerável, garantindo que este tem acesso à informação e aos seus direitos;
Implementar e reforçar o Fundo Municipal de Emergência Social, tendo em vista a atribuição de apoio financeiro, de caráter urgente, a agregados familiares e a pessoas isoladas, que vivam em situação económico-social precária. Este mecanismo deverá contemplar medidas como o apoio alimentar, a comparticipação das despesas de saúde, dos serviços públicos essenciais e outras despesas consideradas vitais à manutenção de uma vida condigna;
Criar, manter ou implementar um Tarifário Social para o abastecimento de água, saneamento e gestão de resíduos, reforçando-se o cumprimento do Decreto-Lei n.º 147/2017 de 5 de dezembro para a água e saneamento, através de uma resposta promotora da integração social;
Orientar a fiscalidade local no sentido de reduzir ou isentar os encargos dos munícipes que se encontrem em situação de redução de rendimentos ou especial vulnerabilidade económica, tendo em vista a recuperação financeira das famílias.
Informe-se com a DECO Centro: Telefone 239841004, ou email (deco.centro@deco.pt). É também possível agendar atendimento via skype. E seguir através das suas páginas no Facebook, Twitter, Instagram e Linkedin.
quinta-feira, 26 de agosto de 2021
DECO - Seguro de equipamento eletrónico: vale a pena pagar mais por eles!?
Comprar um equipamento eletrónico, como seja um computador ou um telemóvel, pode ser um ato de consumo que termina com a contratação de um seguro.
O consumidor é, quase sempre, aliciado com a proposta irresistível de contratar um seguro que cobrirá qualquer situação não abrangida pela garantia legal, como roubo, avarias ou danos acidentais.
A DECO tem recebido diversas reclamações de consumidores que contrataram seguros de equipamentos eletrónicos que, quando acionados, tinham tantas exclusões que se revelaram totalmente inúteis. Para além das exclusões, são exigidos meios de prova reunidos pelo consumidor, colocando-o numa posição de fragilidade, até porque muitas vezes não tem conhecimentos técnicos que lhe permitam provar os seus argumentos.
Acresce ainda que a venda destes seguros é frequentemente desleal, pois os comerciantes valem-se de grande dose de persuasão para obrigar os consumidores a contratar o seguro para o seu equipamento.
O consumidor já tem do seu lado a garantia legal, que já permite ao consumidor exigir a reparação de defeitos de fabrico ou em situações de falta de conformidade com o contrato, pelo que este seguro se apresenta, na maioria das situações, como ineficaz. (Ilustração nossa)
quarta-feira, 28 de julho de 2021
A OnStrategy apresentou resultados das marcas mais relevantes e reputadas no 1º semestre de 2021 - Nestlé, Delta e Olá!
A Consultora OnStrategy divulgou os resultados do estudo de Relevância e de Reputação Emocional das marcas com os cidadãos portugueses consolidando a informação referente aos primeiros 6 meses de 2021 no âmbito do estudo anual RepScore™.
Este trabalho é desenvolvido de forma contínua ao longo do ano e em conformidade com a certificação das normas ISO20671 (avaliação de estratégia e força) e ISO10668 (avaliação financeira), avaliando os atributos associados à notoriedade, admiração, relevância, confiança, preferência e recomendação.
Numa escala de 100 pontos, este estudo destaca as três marcas com melhor avaliação: a NESTLÉ com o melhor índice de reputação e relação emocional com 86,2 pontos, logo seguida pelas marcas DELTA e OLÁ com 85,8 pontos e 84,1 pontos respetivamente.
Setorialmente, são avaliadas mais de 40 indústrias, e as marcas que registam o melhor índice de reputação e relação emocional são:
Banca: BPI (65,1pts).
Sistemas de Pagamento: MULTIBANCO (74,1pts).
Seguros: FIDELIDADE (64,9pts).
Crédito ao Consumo: CETELEM (54,3pts).
Energia: EDP (74,6pts).
Tecnologia: MICROSOFT (80,8pts).
Eletrónica de Consumo: SAMSUNG (75,3pts).
Telecomunicações: MEO (75,2pts).
Media: RFM (73,8).
Multimedia Online: YOUTUBE (74,3pts).
Retalho Alimentar: LIDL (78,4pts).
Retalho Tecnologia: WORTEN (76,7pts).
Retalho Online: AMAZON (77,5pts).
Retalho Lar: IKEA (76,8pts).
Retalho Bricolage e Acessórios: LEROY MERLIN (76,0pts).
Retalho Desporto: DECATHLON (71,9pts).
Retalho Textil: ZARA (70,2pts).
Retalho Restauração: MC DONALDS (73,5pts).
Retalho Saúde e Bem Estar: WELLS (69,6pts).
Retalho Centros Comerciais e Outlets: COLOMBO (74,9pts).
Alimentação: NESTLE (86,2pts).
Bebidas Não Alcoólicas: LUSO (77,6pts).
Bebidas Alcoólicas: SUPERBOCK (74,9pts).
Alimentação Animal: FRISKIES (71,6pts).
Higiéne Pessoal: L’OREAL (78,5pts).
Higiéne do Lar: FAIRY (72,4pts).
Saúde e Bem Estar: FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD (78,1pts).
Farmaceuticas: PFIZER com melhor índice (71,9pts).
Hotelaria e Lazer: POUSADAS DE PORTUGAL (73,2pts).
Agencias de Viagens: VIAGENS ABREU (72,1pts).
Linhas Aéreas: EMIRATES (71,7pts).
Mobilidade: VIA VERDE (73,2pts).
Automóveis: MERCEDES (74,0pts).
Desporto: FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL (74,2pts).
Brinquedos e Entretenimento: DISNEY (76,5pts).
Jogos de Apostas: JOGOS SANTA CASA (71,6pts).
Produtos Industriais: VISTA ALEGRE (75,4pts).
Serviços Profissionais: CTT (71,6pts).
Construção e Engenharia: MOTA ENGIL (55,7pts).
Real State: REMAX (70,2pts).
Acessórios de Moda: SWATCH (70,1pts).
Luxo: OMEGA (75,8pts).
Educação e Universidades: NOVA SBE (80,5pts).
Auditoria, Consultoria e Serviços Jurídicos (target empresarial): DELOITTE (77,6pts).
Pedro Tavares, Partner e CEO da OnStrategy refere, “ao analisarmos os resultados deste índice em conformidade com as normas ISO20671 e ISO10668 que consolida os atributos de admiração, relevância, confiança, preferência e recomendação das marcas junto dos cidadãos em Portugal verificamos que o primeiro semestre de 2021 registou uma quebra generalizada do mesmo, em que a principal justificação parece estar associada a uma diminuição da qualidade e eficiência dos touchpoints de comunicação; a pandemia veio alterar a forma como os cidadãos consomem a comunicação das marcas e a importância que atribuem aos diferentes veículos de comunicação, e neste contexto não é válido fazer mais do mesmo”.
quarta-feira, 7 de julho de 2021
DECO - Cartão de crédito / Reembolso de crédito
Ter um cartão de crédito permite a compra de bens ou serviços pagando mais tarde, num momento mais favorável e sem problemas! Um uso 'amigo' do cartão de crédito exige disciplina no que diz respeito à gestão do orçamento familiar. O montante de crédito a ser usado em cada mês só será pago no mês ou meses seguintes, logo é fundamental que o consumidor controle os pagamentos que são feitos com o cartão.
Os valores em dívida no cartão de crédito só surgem depois de o cartão ser utilizado e, por isso, o plano de reembolso não está definido à partida como acontece por exemplo num crédito pessoal.
O consumidor e a instituição de crédito acordam previamente uma modalidade de reembolso para o montante de crédito utilizado, bem como a data em que esse reembolso deve ocorrer.
Assim, o consumidor pode escolher:
-Efetuar o pagamento integral, ou seja, pagar 100% do crédito que utilizou, pagamento que deve ser efetuado na data-limite, o que significa que não paga juros;
-Ou efetuar o pagamento parcial, acordando o montante ou percentagem mínima a pagar na data-limite, que implica o pagamento de juros sobre o montante utilizado e não pago nesse mês.
É fundamental que o consumidor esteja ciente que quanto menos pagar por mês, maior será o peso dos juros a pagar, para além de necessitar de mais tempo para pagar a totalidade do montante em dívida.
Última nota: não esqueça que quando mal utilizado, o cartão de crédito pode contribuir para o endividamento excessivo!
(Ilustração nossa)
quarta-feira, 16 de junho de 2021
A Organização Não Governamental 'Ajuda em Ação' apoia mais de 34 mil crianças deslocadas em Cabo Delgado, Moçambique
A escalada do conflito armado em Cabo Delgado obrigou milhares de pessoas a fugirem das suas casas, só com a roupa que levavam no corpo, em busca de um abrigo seguro, longe da violência.
No distrito de Metuge, a Ajuda em Ação, juntamente com as autoridades locais, a UNICEF, o UNHCR/ACNUR e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), estão a apoiar mais de 10 mil famílias deslocadas, incluindo 34 mil crianças e jovens, em várias frentes: abrigo, acesso a água e saneamento básico, educação e proteção de vítimas de violência.
Sob o mote do Dia Internacional da Criança Africana, a ONG alerta para o impacto desta situação no futuro das muitas crianças que apoia...
=LER ARTIGO COMPLETO AQUI=
segunda-feira, 14 de junho de 2021
DECO realizou inquérito online sobre planos para as férias de verão e o contributo da alimentação para a felicidade”´' - Resultados
A participação no inquérito online da 'DECO Proteste - Defesa do Consumidor' sobre os “planos para as férias de verão e o contributo da alimentação para a felicidade” permitiu obter resultados muito interessantes
A amostra foi corrigida de forma a representar as tendências da população portuguesa, em termos de género, idade, região e nível de educação.
Seguem-se os resultados:
sábado, 22 de maio de 2021
Campanha “Juntos pelas Abelhas” da Nestlé entregou 400 núcleos de abelha-rainha a apicultores portugueses
No âmbito da Campanha “Juntos pelas Abelhas”, a Nestlé, através da sua marca NESTUM®, procedeu quinta-feira à entrega dos dois primeiros núcleos de abelhas-rainha de um total de 400 núcleos que vão agora ser entregues aos apicultores nacionais. De acordo com o regulamento da iniciativa, foram selecionados 61 apicultores de norte a sul do país cujos apiários se localizam em regiões afetadas por catástrofes e calamidades naturais registadas em 2020. Com esta iniciativa NESTUM está a contribuir para a reposição da população de abelhas nessas regiões, promovendo também a valorização do mel e dos produtos apícolas nacionais. Os apicultores elegíveis para esta oferta foram apurados por um concurso que decorreu durante o mês de abril, seguindo os critérios definidos pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), a entidade que tutela o sector.
A entrega simbólica, que decorreu 5ª feira no Posto Apícola do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), na Tapada da Ajuda, em Lisboa, é o resultado do protocolo de colaboração para o desenvolvimento da campanha “Juntos Pelas Abelhas”, celebrado com a FNAP (Federação Nacional dos Apicultores de Portugal) e a FENAPICOLA (Federação Nacional de Cooperativas Apícolas e de Produtores de Mel).
quarta-feira, 28 de abril de 2021
Dúvidas sobre o seguro automóvel? A DECO esclarece...
Quais as coberturas e exclusões de um contrato de seguro automóvel? Em caso de acidente de viação a quem podemos recorrer?
Em algumas situações, os consumidores são abordados pelo vendedor no sentido de contratarem um seguro de vida associado ao crédito automóvel. Será uma boa opção? Deixamos a resposta a algumas das dúvidas mais frequentes:
*A aquisição de um veículo automóvel impõem a contratação de um seguro de responsabilidade civil contra terceiros. A obrigatoriedade impõem-se para todos os veículos terrestres a motor e seus reboques. Se circular sem seguro fica sujeito à aplicação de uma contraordenação.
*No que respeita às coberturas obrigatórias devemos reter que o seguro apenas garante indemnizações por danos pessoais ou materiais causados a terceiros, bem como às pessoas transportadas no veículo, excluindo-se os danos do condutor.
*Em caso de anulação do Seguro ou venda do veículo deverá informar a sua companhia de seguros, por escrito, dentro das 24 horas seguintes.
*A Franquia do Seguro Automóvel representa um montante fixo ou variável (percentual) do capital coberto pelo seguro, que o consumidor terá que disponibilizar aquando de um sinistro.
*A duração normal de um contrato de seguro automóvel é de um ano com renovação automática. Para prazo inferior a um ano. este deverá constar na proposta de seguro e posteriormente na carta verde. Caso não liquide o prémio de seguro na data para o efeito, o contrato de seguro termina.
*Antes de contratualizar um seguro automóvel analise diferentes propostas, fazendo simulações.
*Verifique se a empresa está autorizada a exercer a atividade, informando-se junto do Instituto de Seguros de Portugal, entidade reguladora e fiscalizadora do setor.
*A seguradora e segurado podem, a qualquer momento e desde que com justa causa, terminar o contrato, notificando a outra parte no prazo fixado no contrato, através de carta registada com aviso de recepção.
*A seguradora terá de devolver a parte do prémio do seguro já pago que corresponde ao prazo que falta até terminar o contrato. *Em caso de acidente de viação, de onde resulte um conflito, pode recorrer ao CIMPAS – Centro de Informação, Mediação, Provedoria e Arbitragem de Seguros. Dispõem apenas de seis meses para acionar o CIMPAS a contar da data da última comunicação escrita da companhia de seguros. (Ilustração nossa)
quarta-feira, 14 de abril de 2021
DECO - As compras online também têm garantias?
A DECO recebe diariamente questões por parte dos consumidores relacionadas com as garantias, nomeadamente se os bens comprados digitalmente também têm garantia.
Todos os bens móveis, desde eletrodomésticos até mobiliário, têm garantia de 2 anos, tenham sido comprados em lojas físicas ou online, é a chamada garantia legal.
As garantias, da iniciativa do produtor ou vendedor, só prevalecem sobre a legal se forem mais completas ou tiverem uma duração superior. Se receber uma garantia com mais de dois anos, peça um comprovativo, assim, não terá dificuldade em provar a oferta se surgir um problema mais tarde.
Só no negócio entre particulares é que não existe garantia e esta situação é muito comum nas compras online. Cabe ao consumidor conservar as faturas, os recibos e as garantias durante esse período 2 anos. Se se trata de um presente, entregue também o comprovativo da compra e a garantia, se aplicável.
Mas a garantia é assim tão importante?
e surgirem avarias no produto, por exemplo num eletrodoméstico, no período dos 2 anos, tem desde logo 60 dias a contar da data da avaria para acionar a garantia, tendo ao dispor 4 vias possíveis para a resolução desse problema: reparação, troca, um desconto sobre o preço ou a devolução com reembolso. No entanto alertamos que não há uma ordem para ativar cada uma destas soluções, por isso, o consumidor pode optar por uma, desde que seja possível e seja considerada razoável.
Através do site e-comprascomdireitos.pt pode ter acesso a mais informação sobre os seus direitos nas compras online. (Ilustração nossa)
terça-feira, 23 de março de 2021
DECO = Novas regras na cobrança de comissões bancárias trazem benefícios aos consumidores!
A 1 de janeiro de 2021 entraram em vigor novas regras que impõem limites e proibições na cobrança de comissões bancárias. Fique a conhecer os créditos e as condições em que se aplicam.
No crédito à habitação e hipotecário passa a ser proibida a cobrança de comissões:
No processamento de prestações nos contratos celebrados após 1 de janeiro de 2021;
Na emissão de declaração de extinção de dívida que passa a ser emitida num prazo máximo de 14 dias úteis a contar do fim do contrato;
Pela emissão de declarações de dívida solicitadas com vista à obtenção de apoios ou prestações sociais e serviços públicos, até seis por ano.
No crédito ao consumo é proibida a cobrança de comissões:
No processamento das prestações nos contratos celebrados a partir de 1 de janeiro de 2021;
Na renegociação das condições de crédito;
Pela emissão de declaração de extinção de dívida, nos contratos de crédito com garantia real que deverá ser emitida nas mesmas condições apontadas para o crédito à habitação;
Pela emissão de declarações de dívida, solicitadas com vista à obtenção de apoios ou prestações sociais e serviços públicos, até seis por ano.
Impõem-se limites nas cobranças de comissões por transferências:
Realizadas através de MBWay ou outra aplicação de pagamento levada a cabo por entidades terceiras, não poderão ser cobradas comissões desde que não sejam ultrapassados um dos seguintes limites:
• 30 € por transferência; • 150 € transferidos através da aplicação no mesmo mês; • Vinte e cinco transferências realizadas no mesmo mês.
No caso de titulares de conta de serviços mínimos bancários os consumidores poderão realizar, sem encargos, trinta transferências, por mês, de montante não superior a 30 euros, através de aplicações de pagamento operadas por terceiros. Caso um dos limites seja ultrapassado, o valor da comissão não poderá ser superior a 0,2% sobre o valor da operação, se esta tiver sido efetuada com cartão de débito, ou 0,3% sobre o valor da operação, quando seja utilizado cartão de crédito. (Ilustração nossa)
segunda-feira, 1 de março de 2021
DECO: Transição energética global e justa para todos é possível
Organizada por Fuel Poverty Research Network, DECO-Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade (CENSE FCT NOVA) e o ENGAGER - Energy Poverty Research and Action Network (financiada pela EU COST) a Conferência Internacional sobre Pobreza Energética e Descarbonização (1 - 4 de março) reúne mais de 200 intervenientes nacionais e internacionais, desde representantes de consumidores, profissionais do setorda energia, decisores políticos e investigadores, que defendem uma transição energética global mais justae acessível para todos. Discutir-se-á sobre qual o papel que cada setor deve desempenhar para garantir que o compromisso global para alcançar metas ambiciosas de descarbonização não afetará negativamente os cidadãos vulneráveis.
A pobreza energética, o seu relacionamento com outros tipos de pobreza e os movimentos sociais inclusivos para influenciar a política energética, serão alguns dos temas a debater neste fórum. Hoje, 1º dia da Conferência, a realidade de Portugal está em destaque com a participação do Secretário de Estado da Energia, João Galamba, do vereador José Sá Fernandes da Câmara Municipal de Lisboa e de um painel de especialistas nacionais.
“É inaceitável que haja famílias a passar frio nas suas casas por não poderem suportar o pagamento das suas faturas de energia. A transição energética tem que necessariamente incluir medidas para mitigar a pobreza energética. Esta conferência é um contributo importante para a discussão de soluções e medidas para a pobreza energética”, afirma Luís Silveira Rodrigues vice-presidente da Direção da DECO, apoiado nesta reivindicação por João Pedro Gouveia investigador no Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade (CENSE) da Universidade Nova de Lisboa “uma vez que a pobreza energética é um problema multidimensional, as medidas para a sua mitigação terão de acomodar componentes sociais, económicas e ambientais, com especial foco na melhoria da eficiência energética do parque edificado. Para além disso, é importante que todas as política se medidas de descarbonização não esqueçamos consumidores mais vulneráveis.
”Assegurar que todos os cidadãos têm energia suficiente para ter uma qualidade de vida digna, saudável, sustentável, confortável e moderna é um princípio universal, descrito nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS 7 - energias renováveis e acessíveis). Embora se registem avanços substanciais na distribuição de eletricidade de baixo custo nos países em desenvolvimento, 831 milhões de pessoas continuam sem acesso e 3 mil milhões dependem de lenha e biomassa para cozinhar e aquecer as suas casas. Nos países desenvolvidos, onde a energia está geralmente imediatamente disponível, são os elevados preços da energia, combinados com os baixos rendimentos e ineficiência das habitações e equipamentos que levam as famílias à situação de pobreza energética.
Já é hoje evidente que a adoção de medidas e políticas direcionadas para a Pobreza Energética é essencial para assegurar uma transição energética justa: este evento pretende identificar que intervenções serão necessárias e sensibilizar para a adoção de soluções que tenham uma abrangência mais global.
Para mais informações, visite a página do evento: Making Decarbonisation Fair.
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